SJDR SEDIA ENCONTRO ESTADUAL DE SINEIROS

A iniciativa reuniu sineiros de Sabará, Ouro Preto, Diamantina e demais regiões, na Biblioteca Municipal. Veja mais!

"MAIS UMA VEZ": ENSAIO COMEMORA DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Confira as fotos de Andreza de Cácia sobre o tema!!!

ATHLETIC MARCA NOS ACRÉSCIMOS E EMPATA

O Galo enfrentou o Social na 5ª rodada do segundo turno do Campeonato Amador de São João del-Rei. Confira!

DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA: ADIAMENTO DE EMENDAS

Acompanhe este e outros projetos discutidos no Legislativo de São João del-Rei!

CONSELHOS AOS JOVENS MÚSICOS NO SOLAR DA BARONESA

Doze alunos de piano da UFSJ apresentaram o recital baseado no livro “Conselhos musicais para o Lar e para a Vida”. Confira!

Autora lança 32 obras em São João del-Rei

Apaixonada pela escrita e com a proposta de incentivar a leitora, Ivane Mac Night faz manhã de autógrafos na cidade.
Ivane Laurete Perotti Mac Knight lançou 32 livros infantis recentemente, na Livraria e Papelaria Libertas. A autora organizou um dia de autógrafos para divulgar as obras que tem como tema o jeitinho mineiro de São João del-Rei.
A maioria dos títulos é baseada em personagens da cidade. Entretanto, a autora lembra que não há citação direta a essas pessoas. Na verdade, o que Ivane tenta fazer é misturar o real e o imaginário, para que a criança leitora possa brincar e criar a história como quiser.
Por ser linguista, Ivane valoriza, em sua escrita, os signos linguísticos, a semântica e o ritmo das palavras. “FU-MA-ÇA, a Maria Fumaça”, por exemplo, é uma obra escrita em forma de versos, cuja leitura relembra o ritmo do trem. Além disso, a autora propõe, nas últimas páginas, que a criança escreva ou desenhe o que imaginou durante a leitura.
Para incentivar o gosto por livros, as obras são pequenas, com letras grandes e de vocabulário simples. Na opinião da escritora, “um livro curto, um livro rápido, é um livro que instiga”. A proposta é criar o exercício saudável da leitura, principalmente, para as crianças.
O que chamou a atenção de Luana Carvalho Arantes, 11, foram os títulos e as ilustrações das obras “Cida, a lagartixa Aparecida” e “O catador de latinhas”. Já para o psiquiatra Reinaldo Moreno, é através da leitura que o ser humano adquire vários conhecimentos e exercita a mente.


A autora 
A autora gaúcha, sentiu necessidade de retribuir todo carinho com que foi acolhida ao chegar, no início do ano, em São João del-Rei. Por isso, suas obras são dedicadas ao estilo de vida dos moradores desta cidade e são inspiradas em algumas
figuras conhecidas. Cada obra exigiu muita pesquisa e várias entrevistas. Porém, a escrita é rápida. Ivane chegou a escrever um livro em apenas uma noite.
Ivane Mac Knight já havia levado essas mesmas obras à Bienal do Rio de Janeiro e de Maceió em setembro deste ano, batendo o recorde de números de títulos lançados de uma só vez.

Texto e Fotos: Natasha Terra Passos de Souza

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Só um pouco de amor


Após ficar 24h preso em tubulações nas Águas Santas, filhote resgatado ganha um lar
Foto: Blog JovemPan
Moisés, um cachorrinho de tom caramelo e de porte grande, é alegre e muito esperto. Adotado recentemente pelo senhor Dilermano, vizinho do balneário das Águas Santas, em Tiradentes, esse destino poderia ter sido diferente, se no começo do mês de novembro, Moisés não tivesse sobrevivido ao resgate nas tubulações do balneário. Filhote de três meses, o cachorrinho estava brincando nos arredores do parque, quando ao entrar em uma das tubulações, não conseguiu retornar.
“Chegamos ao local às 18h de uma sexta-feira. Descobrimos que o cachorro estava preso desde a noite da quinta-feira, e o resgate só aconteceu de fato quando de meia noite da sexta”, relata Verônica Lordello, membro da Sociedade Protetora dos Animais, que acompanhou o resgate. O salvamento, efetivado somente 24 horas depois do incidente, chama a atenção pela falta de preparo para emergências. “O corpo de Bombeiros já tinha sido chamado às 9h da manhã, mas não puderam fazer nada, pois acharam que tinham que quebrar uma parte externa de pedras e não havia autorização para isso”, revela.
            Verônica, que estava acompanhada da advogada da Sociedade, Leidiane Gouveia, decidiu chamar a Polícia Militar e fizeram uma ocorrência, com o intuito de apressar o acontecimento. “Quando a polícia chegou, demos conhecimento do que estava se passando e eles então acionaram o Corpo de Bombeiro”, disse. “O que eu notei foi que eles chegaram completamente despreparados para fazer o salvamento, sendo que eles já tinham conhecimento do problema. Não tinham uma lanterna sequer, absolutamente nada! Chamaram, então, outros bombeiros para que trouxessem o material necessário para o resgate”, recorda.

Por um pouco de amor
 Ao se identificar como membro da Sociedade Protetora dos Animais, segundo Verônica, ouviu que seria muito útil a presença dela para resolver os problemas que se passam no local. “Eu só gostaria de esclarecer que a Sociedade não tem fins lucrativos. Sobrevivemos com recursos de doações de pessoas que gostam dos animais que abraçam essa causa com a gente”, destaca. Ela acrescenta que a obrigação de cuidar dos animais é do Estado, pois existe uma lei para amparar essa falha. “Cuidamos por amor dentro das nossas possibilidades. Nós passamos o chapéu para recolher as doações mesmo; é um esforço coletivo”, reforça.

É crime!

            De acordo com a Lei 9605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais prevê os maus-tratos como crime que pode redundar em pena. O decreto 24645/34, feito por Getúlio Vargas, determina quais atitudes podem ser consideradas como maus-tratos: abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar; manter preso permanentemente em correntes; manter em locais pequenos e anti-higiênicos; não abrigar do sol, da chuva e do frio; deixar sem ventilação ou luz solar; não dar água e comida diariamente; negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido; obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força e capturar animais silvestres.
            Leidiane Gouvêa afirma que caso seja flagrada alguma dessas ações, deve-se acionar a Policia Militar e registrar um boletim de ocorrência. “Após fazer o um BO, o delegado é obrigado a instaurar um inquérito, para apurar a autoria do delito, no qual vai ser denunciado ao Ministério Público e pode ser condenado de três a um ano”, explica. “Entrei para Sociedade para divulgar essa questão, para as pessoas perceberem que é errado cometer essas atitudes e, assim terem receio de fazer essa ação porque é um crime; é questão de conscientização” completa.

Texto: Carol Slaibi
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Grupos de Congado lutam para preservar cultura

Registrar associações é forma de pleitear recursos públicos.
Foto: Site Religiosidade Popular
  Os congadeiros de Minas Gerais buscam formas de organização para manter sua tradição viva. Todavia, muitos grupos enfrentam dificuldades relativas ao financiamento e à fragmentação de suas comunidades. Alguns vão perdendo componentes porque os jovens pouco se interessam pela tradição. Criar associações foi, então, um modo que os capitães encontraram para receber repasses, comprar instrumentos, roupas e viabilizar o transporte das bandas.
O capitão Antônio Carlos da Silva, vice-presidente da Banda de Congado de Marujo de Nossa Senhora do Rosário e Santa Ifigênia, de Congonhas relata que, depois de se registrar, o grupo começou a receber subvenção municipal e estadual. Agora, os integrantes podem preparar os tambores e pegar donativos. “Estamos lutando para obter a federal para podermos nos organizar melhor e divulgar nossas tradições. Nós temos oficinas de Congado, ensinamos a fazer instrumentos, estandartes, roupas”, assinala.
O capitão do Grupo de Congado Santa Ifigênia, Willian Fernandes da Silva, diz que anda por Minas Gerais e outros estados levando sua cultura. “A maior dificuldade é de transporte, mas não é muito frequente. A Prefeitura nos dá apoio para nos deslocarmos e renovarmos nossas vestimentas”, informa.
Contudo, essa forma de financiamento ainda é exceção. O capitão do Grupo de Congado Catupé Cacunda, Francisco Valentim enfatiza que, em Arapari, o poder público pouco faz para dar suporte aos grupos de cultura afro-descendente. “Preferem repassar verba para o futebol”, frisa. Ele conta que sua banda pagou a viagem de 700 km para Resende Costa com ajuda da comunidade:
- “Eu não acredito muito em Prefeitura. Nos mantemos pela força e garra de nosso povo”.
Além disso, a prática pode criar uma submissão dos grupos à vontade política do local. Isso desapropria a manifestação dos significados originais dos congadeiros, ligados às lutas dos escravos africanos.

Congado

Foto: Blog Observatório Comunitário
Valentim, de 86 anos, conta que os membros entoam cantigas de escravos, mitos de guerrilheiros africanos e aparições míticas de santos. “O Congado é uma dança de fé, vinda dos antepassados, deixada para mim pelos avôs dos meus avôs. A Congada, para mim, é uma religião e uma obrigação. Eu acredito muito em nossa tradição, em São Benedito e em Nossa Senhora do Rosário”, comenta o capitão.
Segundo o capitão do Grupo de Congado Marujo Marinheiro Sereia do Mar, Carlos Evandro do Nascimento, “a música representa as tradições africanas de raiz. São de cativeiro, época da escravidão. Isso mexe com o nosso sentimento. Dessa forma, resgatamos aqueles elementos que estavam ficando para trás. Marujo é usado porque os escravos vinham para o Brasil dentro de navios negreiros; usamos roupas em sua homenagem”.

Nossa Senhora do Rosário

A imagem de Nossa Senhora do Rosário representa a proteção. Quando os negros chegaram ao Brasil, eles se apegaram à devoção para ajudar a passar pelas tormentas da escravidão. “Mantemos essa homenagem a ela até hoje”, afirma o vice-presidente Antonio Carlos da Silva.
Para o capitão da Banda de Marujo, Carlos Evandro, Nossa Senhora do Rosário representa tudo, é um laço de fé e humildade. “Quando saímos para festejar sua santidade, dá vontade de chorar, ficamos muito emocionados, porque sabemos que ela está alegre por estarmos reunidos em seu nome”, pontua.

Texto: Marcelo Alves


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Lixo vira artigo precioso para biscoitos de São Tiago


Com os olhos voltados para a chamada economia criativa e sustentável, Focest quer fortalecer a indústria de biscoitos de São Tiago


O Fórum Cultural e de Empreendimentos de São Tiago (Focest), por meio de seu Ponto de Cultura, vai investir R$30 mil na criação de uma fábrica de embalagens recicladas para os biscoitos da cidade. A ideia é reaproveitar materiais que são descartados pelas padarias (indústrias de biscoitos) como papelão, pentes de ovos, sacos de farinha e polvilho. 
Para criar as novas embalagens, o Focest firmou parceria com o Instituo Artístico de Belo Horizonte Yara Tupynambá. Que em janeiro de 2012 vai ministrar, no valor de R$ 10 mil, a “oficina de criação e confecção de embalagens artesanais decorativas recicladas”. Além da oficina, o instituto também é o responsável pela criação do design das novas sacolas.
Em entrevista por telefone, o diretor-presidente do Instituto, José Theobaldo, disse que os modelos das sacolas serão desenvolvidos ao logo do curso, mas eles poderão seguir algumas tendências. “Pensamos em embalagens práticas para o dia-a-dia. O modelo de alças, o tipo de corte, retangular, quadrado, triangular, bem como as cores e a serigrafia vão ser construídos com os alunos ao longo do processo”. Theobaldo informou ainda que as embalagens devem ser renovadas sempre e podem acompanhar tendências da moda ou se adaptarem a algumas datas festivas.    
O curso será oferecido à Associação dos Artesãos de São Tiago. “A fábrica das embalagens funcionará em comodato com eles. Como se fosse uma espécie de empresa incubadora”, explica o presidente do Focest, Geraldo Sampaio.
A chamada economia criativa e sustentável promete um fôlego maior à atividade biscoiteira da cidade. “Isso vai agregar valor ao biscoito, diminuir o desperdício de matérias nobres, recicláveis e incrementar a atividade dos artesãos”, comenta Sampaio.
O diretor do Instituto Yara Tupynambá lembra que a produção das embalagens não deve ser vista como um meio de vida. “Mas é para aquelas pessoas que estão precisando de um dinheirinho a mais”. Theobaldo esclarece ainda que por enquanto é prematuro pensar em exportação. “Antes é preciso ver se terá condições de concorrer com o mercado externo. Qual será o volume de produção, o preço praticado. Mas considero significante mesmo é o mercado interno”, afirma.   
Apesar da expectativa positiva em relação às novas embalagens, o produto não vai encarecer os biscoitos. Isso porque os saquinhos de plásticos, os que são permitidos pela Anvisa, vão continuar sendo comercializados. As sacolas recicladas terão que ser compradas à parte.
 Sampaio explica que o custo das sacolas pode ser recuperado numa venda maior de biscoitos. “Suponha que na festa do biscoito, a cada dez pacotes de biscoitos vendidos, o cliente ganhe uma embalagem reciclada. Isso aumenta a venda per capta do produto. Ao invés de vender um ou dois pacotes, os produtores vendem dez. O custo da sacola poderá ser pulverizado no volume da venda”, contabiliza.
O convênio com o Instituto Yara Tupinambá começou em 2007 quando o prefeito de São Tiago, Denílson Silva Reis, entrou em contato com a artista que dá nome à instituição. A oficina faz parte do edital do Ponto de Cultura de São Tiago aprovado em 2010 para o triênio de 2011 a 2013. 
Produtores
Alexandre Nunes Machado é dono de padaria em São Tiago. Por semana, descarta cerca de 30 sacos de polvilho, 144 pentes de ovos, 18 sacos de farinha e caixas de papelão que embalam diversas matérias-primas. Com as sacolas feitas a partir desse material, espera um impacto positivo na economia local. “É uma nova situação que pode movimentar a economia. Traz um ciclo de sustentabilidade e visibilidade para o município já que demonstra uma preocupação com o meio ambiente”, afirma.
Outro produtor de biscoitos que descarta grande quantidade de recicláveis é Ronaldo Lara. Em uma semana de atividade, joga fora 400 sacos de polvilho, 560 pentes de ovos e 20 sacos de farinha. Com a reutilização desse material, além de reduzir o impacto no meio ambiente, espera aumentar a comercialização dos biscoitos. “Ainda não fizemos um estudo do impacto. Mas se sacolas forem bonitas, vai agregar valor e aumentar as vendas”, diz.
A cada 15 dias, as 40 fábricas filiadas à Associação dos Produtores de Biscoitos de São Tiago consomem cerca de 4,8 mil dúzias de ovos e 20 toneladas de polvilho. Todo o material que embala esses produtos deve ser reaproveitado com as novas sacolas. 

Yara Tupinambá
O Instituo Yara Tupynambá foi criado em 1987. Seu principal objetivo é promover as artes por meio de cursos de qualificação. Atua ainda no incentivo de atividades culturais e educacionais. Segundo o site do instituto, sua atuação quer “qualificar ou requalificar trabalhadores nas áreas do artesanato, confecção, construção civil, informática e gastronomia. Com mais de cinco mil alunos formados por ano”.

          Reportagem e Fotos: Douglas Caputo

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Cortejo marca dia da Consciência Negra em São João del-Rei

No dia 20 de novembro, o 12° Acorda São João, marcou o Dia Nacional da Consciência Negra em São João del-Rei. Vários grupos culturais da cidade e região estiveram presentes. O cortejo saiu do largo São Francisco em direção ao Bairro São Geraldo.
Grupos de enculturação e congado se reuniram para marcar o encerramento da semana municipal da consciência negra. Vicentina Neves, que é a coordenadora do Grupo de Inculturação Afro-Descendente Raízes da Terra disse que a ideia do cortejo surgiu a partir de uma iniciativa de uma figura conhecida na cidade, Adenor Simões, que fez um projeto Acorda São João, para a restauração do teatro municipal. “Pegamos o gancho e vamos acordar São joão del-rei através da cultura, em nossos encontros no bairro São Geraldo”, afirma.
Nesse ano, no cortejo, um crânio de uma caveira representou um protesto do grupo contra a corrupção. Nivaldo Neves, presidente da associação de congado, afirma que o protesto é contra a corrupção em todos os sentidos, na educação, na saúde e contra o negro.
A presidente do grupo, Vicentina afirma ainda, que todos os grupos de cultura afro da cidade estão defasados e desanimados, mas que o cortejo é mais uma prova de que, mesmo com a minoria, a cultura negra em São João del-Rei continuará sendo preservada.
Além da capoeira, grupos de Congado, e outras manifestações afro- brasileiras, o Maracatu fez parte do cortejo. Efigênia Neves secretária do grupo de inculturação Raízes da Terra, contou um pouco mais da história do ritmo. “O maracatu nasceu em Recife e foi criado por escravos exilados, que tinham um preceito pela devoção e pertenciam a religião africana. Duas mulheres e um homem puxavam os cortejos, Ogum, Oiá e Oxum, que hoje estão sendo representados no Acorda São João”, contou.
Dia 20 de novembro é o dia da morte de Zumbi dos Palmares, que faleceu no ano de 1695. O dia da Consciência Negra lembra a resistência do negro à escravidão. Nivaldo faz menção aos 316 anos da morte de Zumbi e afirma que em todos esses anos, os negros tem evoluído na escala social, pois, atualmente existe um negro em cada setor da sociedade.

Texto: Talita Andrade


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Projeto do Mastercasa chega a Juiz de Fora


Foto: Zine Cultural
evento chamado Mastercasa chega a Juiz de Fora depois de 12 anos bem sucedidos de exposição no Rio de Janeiro. O projeto foi trazido pelas arquitetas Cristina Chimelli e Kity Amaral, a decoradora Mara Medina e a empresária Valéria Rezende, de Juiz de Fora. Segundo as profissionais de arquitetura, paisagismo e decoração de interiores, a ideia principal do evento era reformar uma casa antiga da cidade construída na década de 60.
  O projeto pretende apresentar para os moradores de Juiz de Fora e região, as novidades do mundo da decoração e construção e, principalmente, as soluções para se decorar, reformar ou construir espaços, uma vez que nem todo mundo tem o dom ou a disponibilidade para gastar muito tempo pensando em formas práticas e bonitas de reformas.  O Mastercasa conta com o apoio de grandes marcas nacionais e algumas da própria cidade.
            A casa foi dividida em 28 espaços e foi criada uma família fictícia composta por um casal com dois filhos para dar base à decoração da casa. A presença de um morador com necessidades especiais na casa é o grande diferencial do projeto, uma vez que os profissionais tiveram que adaptar seus projetos para essas necessidades especiais. Além dos quartos, a casa tem SPA, café, cozinha gourmet, galeria de arte, jardim comestível, entre outros.
A responsável pelo primeiro piso da casa é a decoradora e designer Mara Medina. A decoradora que presa pela igualdade social, se preocupou em criar ambientes acessíveis para deficientes físicos. Foi o caso dos banheiros que possibilitam o fácil acesso dessas pessoas. O uso de materiais não comuns também chamou a atenção, como cimento queimado nas paredes, pintura em listras e telhas ecológicas na parede externa.
Segundo o escrivão José Teotônio Pimentel, a ideia é uma forma sofisticada de propaganda, tanto da publicidade pessoal dos profissionais quanto de materiais. “As pessoas acabam conhecendo a personalidade e o estilo de cada profissional” – afirma José. O projeto também facilita na hora de as pessoas definirem o que elas querem para suas casas. Acostumado com revistas especializadas em decoração de ambientes, José acredita que o Mastercasa as imitam, trazendo os exemplos em uma forma real.
Já para o radialista Wilson Castro de São Tiago, que aproveitou a oportunidade de visitar o Mastercasa durante o fim de semana em Juiz de Fora, acha o projeto muito importante para apresentar as inovações da área e o trabalho dos profissionais, além de contribuir na conscientização da população nas necessidades dos deficientes. “Espero que projetos assim passem a servir de base até mesmo para o Governo. A acessibilidade dos deficientes nas vias públicas tem que melhorar e o Governo tem que investir mais nisso”, diz Wilson.
            O Mastercasa está em exposição na Rua Silva Jardim, número 430, no bairro Santo Helena, em Juiz de Fora.            

Texto: Laura Vaccarini Gouvêa
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Consultório Ginecológico é inaugurado no bairro Santa Cecília

Representantes da UBS agradecem doação

Equipamentos e materiais de trabalho foram doados à Unidade Básica de Saúde beneficiando população do bairro Santa Cecília

Na tarde do dia 11 de novembro (sexta-feira) foi inaugurado, na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Santa Cecília, o consultório de ginecologia Dra. Elisabeth Sade Tymburimbá Sfredo. O nome da sala é uma homenagem à médica, falecida após acidente automobilístico na Argentina. Todos os instrumentos, mobiliários equipamentos do consultório que pertenciam à Elizabeth foram doados para a UBS pelo seu marido, Luciano Sfredo.           
            O acidente que resultou na morte da ginecologista aconteceu no dia 19 de agosto em uma rodovia na Argentina. Ela estava em férias acompanhada pelo esposo que não sofreu nenhum ferimento grave. Ambos estavam em uma motocicleta que foi atingida por um veículo a 200km por hora. A médica chegou a ser internada na UTI de um hospital local, mas não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no dia seguinte. Na época do acidente, Luciano Sfredo havia acabado de assumir a diretoria do Departamento Municipal de Saúde Pública (DEMASP), mas após o ocorrido acabou se afastando do cargo.
Equipamentos utilizados pela ginecologista
            A solenidade de inauguração do consultório ginecológico contou com a presença do atual diretor do DEMASP, Edson Resende, que ressaltou a importância da doação do consultório para a unidade, beneficiando a população feminina do bairro quanto à promoção da saúde da mulher. O diretor ainda destacou o papel fundamental de Elizabeth para o desenvolvimento da qualidade dos serviços de saúde pública.
            Visivelmente emocionado e com poucas palavras, Luciano Sfredo caracterizou a doação como sendo uma maneira de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela sua esposa. Ao fim de suas palavras, o ex-diretor do DEMASP afirmou que está disposto a retornar à equipe de direção do departamento, confirmando o desejo de Edson Resende no momento de seu discurso.
Familiares também estiveram presentes no evento de inauguração do consultório que leva o nome da médica. A mãe, muito emocionada, tomou a palavra e fez referências em memória de Elizabeth.
Diretor do DEMASP, Edson Resende
Aos funcionários da UBS representados pela agente comunitária de saúde Viviane Cristina dos Santos, o enfermeiro Marcos Iran Dias e a enfermeira Fernanda Nayelle Araújo Carvalho, couberam os discursos de solidariedade neste difícil momento e os agradecimentos à doação realizada por Luciano Sfredo e familiares, o que resultará em vários benefícios e maior agilidade no atendimento à saúde da mulher.
Ainda estiveram presentes no evento o superintendente da Atenção Primária À Saúde Ronaldo Afonso Vicente, a gerente de Estratégia de Saúde da Família (ESF) Vânia Maria Abrantes Campos Lima, além de demais funcionários de diversos setores da prefeitura municipal. A prefeita Danuza Bias Fortes era aguardada, porém não compareceu à UBS.  

Reportagem e Fotos: Rodrigo Bertolino 

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Lavras realiza evento de combate à crueldade animal

No dia 08 de outubro de 2011 aconteceu o World Event to End Animal Cruelty (WEEAC), evento mundial pelo fim da crueldade animal. Ocorreram manifestações em diversos países, inclusive no Brasil. Membros da Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais (SLPA) fizeram uma manifestação no dia 09 de outubro na praça central de Lavras.
Drielly Cristina Burgarelli Flor, participante da SLPA e uma das organizadoras do projeto, afirma que teve a idéia de criar a manifestação na cidade quando teve acesso a divulgação do evento mundial na internet. Ela afirma que o foco da campanha foi a conscientização a respeito do alto índice de abandono de animais verificado em Lavras, pois o canil municipal já não está mais comportando a grande demanda de animais desabrigados. A importância da adoção dos animais que se encontram no canil também foi bastante divulgada. As pessoas foram convidadas a participarem do acontecimento usando camisas pretas, de preferência, para demonstrarem o descontentamento com essa situação.
De acordo com a organizadora, alunos de uma escola municipal receberam uma cartilha infantil da União Libertária Animal (ULA). Por meio desse material, eles foram informados sobre os cuidados que um animal de estimação precisa receber. Depois da leitura da cartilha, as crianças fizeram cartazes com frases e desenhos que pudessem mostrar a população o verdadeiro valor dos animais. Estes cartazes ficaram expostos na praça ao lado da banca que foi utilizada para a distribuição de folhetos explicativos da campanha. A manifestação contou com o apoio de organizadores do evento das cidades de Campinas e Blumenau, afirma Drielly. Além disso, os próprios lavrenses se mobilizaram em prol da causa e ajudaram no movimento.
O professor de inglês Nilmar Diogo dos Reis é um destes colaboradores. Ele explica que a campanha é importante para conscientizar a comunidade sobre os problemas que os animais enfrentam, uma vez que, as pessoas não param para pensar sobre a crueldade que eles vêem sofrendo. Como forma de tentar minimizar essas atrocidades, Nilmar resolveu se tornar vegetariano. Isto porque ele acredita que a sociedade já não precisa matar tantos animais para o próprio sustento, pois a tecnologia já está avançada suficiente a ponto conseguir encontrar formas de substituir a proteína animal. O professor também afirma que prefere consumir ovos e leite de pequenos produtores porque os processos mais industrializados acabam estressando os animais. Já a estudante Nathália Carvalho Silva achou a iniciativa da SLPA bem legal, principalmente pelo trabalho de incentivação das crianças sobre os valores dos animais.
Diversas pessoas passaram pelo local, além das que não puderam comparecer pessoalmente, cerca de 255 usuários de uma rede social adicionaram o evento `as suas redes sociais como forma de apoiarem a manifestação, explica Drielly.

Texto e Fotos: Karen Abreu

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Ética e direitos dos animais na abertura da 5ª Semana do Animal


Prof. Gilcélio Amaral da Silveira
Em comemoração ao Dia Mundial dos Animais (04 de Outubro), celebrado no dia de São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais, a 5ª edição da Semana do Animal foi oficialmente aberta com a palestra: “Ética e direito dos animais na pesquisa científica e na produção agropecuária”. Na tarde do dia 28 de Outubro, o Anfiteatro do Campus Dom Bosco teve sua lotação esgotada para ouvir os professores da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) Gilcélio Amaral da Silveira, Coordenador da Comssão de Ética no Uso de Animais da UFSJ (CEUA), Rogério Martins Maurício, professor de Engenharia de Biossistemas e pesquisador em sistemas silvipastoris e o advogado abolicionista e professor de Direito Ambiental da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Dr. Daniel Braga Lourenço. No seu discurso de abertura, o assessor de imprensa do evento, Rogério Alvarenga, ressaltou a dificuldade de realizar o evento devido à resistência das pessoas, ainda mais com o tema proposto este ano: Novos Olhares animais, ambientais e sociais. Apesar da “resistência certa”, termo utilizado pelo reitor da UFSJ, Helvécio Luiz Reis, que também esteve presente na abertura, a lotação do anfiteatro foi a prova que estamos no caminho certo para mudar essa resistência.
Dr. Daniel Braga Lourenço

O professor Gilcélio foi o primeiro a expor seu trabalho como professor e embro da Comissão de Ética. Ele explicou que a Bioética assegura desde os direitos de bem estar dos animais utilizados nas pesquisas científicas, até os destinos adequados das carcaças e dejetos. Quando um projeto chega a CEUA para aprovação, são avaliadas todas as condições a que o animal será submetido, os ambientes interno, externo, social, biológico e experimental da pesquisa; se provocar dor no animal, o projeto não é aprovado. “A comissão é a favor do uso dos animais, mas considera até que ponto seu uso é válido; o que não é ético não pode ser científico”, afirmou o professor. Durante a sua palestra Gilcélio Amaral relembrou várias vezes que infelizmente é preciso usar os animais para o desenvolvimento da ciência, mas que com o investimento em tecnologia, em breve eles poderão ser abolidos. “O ser humano escolheu alguns animais para amar e outros para servir”, essa foi a definição usada pelo Dr. Daniel Braga Lourenço, que é a exploração de animais em qualquer situação.  Segundo o advogado, o ser humano sofre de esquizofrenia moral em relações aos animais, porque ele escolhe os que irão fazer parte da família e outros para serem transformados em alimentos, vestuário e instrumentos de diversão e pesquisa. O palestrante fez questão de lembrar que a emancipação humana caminha junto com a emancipação do animal; “a questão animal está inserida no mesmo tecido moral dos humanos, os animais tem direito `a vida, `a liberdade e direito de não serem escravizados”, garantiu. 
Prof. Rogério Martins Maurício
Concluindo o ciclo de palestras, o professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas (Depeb), da UFSJ, Rogério Martins Maurício, fez um contraponto entre os direitos dos animais e a necessidade de alimentação do ser humano, que envolve a agropecuária. Segundo o professor, nenhum dos problemas globais podem ser entendidos separadamente, pois são interligados, interdependentes e sua compreensão e solução requerem um enfoque sistêmico. “Existem condições de mudar esses sistemas desde que a parte ambiental seja uma premissa em consonância com a produção animal, para mudar a situação e consequentemente o ambiente e a ética destinada a esses animais em condição de desenvolvimento”, argumentou.
Animais: Seres Sencientes. 
            Integrando a programação da 5ª Semana do Animal, na última quinta-feira (29) foi exibido no Anfiteatro do Campus Dom Bosco, o vídeo produzido pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, em Inglês) sobre o uso de animais para companhia, alimentação e entretenimento. A sensiência é a capacidade dos animas de viver sensações como dor, saudade, alegria e prazer. O documentário tem a participação de especialistas do mundo todo e, entre outras coisas, orienta sobre os maus tratos que são feitos na melhor das intenções, como o corte da orelha e do rabo, além de tratamentos estéticos. Os animais não podem ser descaracterizados para se assemelhar aos humanos e satisfazer psicologicamente os seus donos.
A situação dos animais em São João del-Rei
Mara Nogueira Souto é a presidente da Sociedade São Francisco de Assis, entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo trabalhar em prol dos animais da cidade de São João del-Rei-MG. Segundo ela, a Sociedade que existe há dezoito anos, ganhou visibilidade após a polêmica com a vereadora Sílvia Fernanda e tem recebido muitas denúncias de maus tratos com os animais. “As pessoas precisam se conscientizar e ter a responsabilidade pelo animal”, desabafou.  Para Mara, a Semana do Animal está conscientizando os adultos e educando as crianças com as visitas nas escolas públicas e municipais. 

Texto e Fotos: Ayalla Simone Nicolau 

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Show de Prêmios beneficente mobiliza Barroso


A ONG Barroso Diversidade Cultural, em parceria com a Escola de Samba Unidos da Ponte promovem, no dia 20 de novembro, um show de prêmios beneficente. De acordo com o coordenador da ONG, Valmir Vítor Grego, a ação tem como objetivo arrecadar fundos para o II encontro da diversidade cultural de Barroso que ocorrerá dos dias 13 a 15 de janeiro de 2012 e também para aquisição de material e estrutura para o desfile da Escola de Samba Unidos da Ponte.
De acordo com Valmir, ações beneficentes com apoio mútuo entre essas entidades é muito importante para promoção do bem coletivo. “Barroso é uma cidade onde os grupos estao aprendendo a se fortalecer e apoiar uns aos outros. Acho isso fundamental, pois no mundo de hoje ninguém consegue se fortalecer sozinho”, afirma.
O evento, que ocorre em forma de bingo e sorteará, como primeiro prêmio, um DVD player; o segundo prêmio será um telefone celular; o terceiro, um MP4 player e o quinto prêmio, um automóvel Fusca.
A dona de casa Kelly da Silva já confirmou presença e declara que é muito importante apoiar eventos beneficentes como esse. “Estou com uma boa expectativa sobre o show de prêmios. É muito bom poder colaborar e ainda concorrer a esses prêmios. Além disso, é mais uma oportunidade da gente juntar os amigos e se divertir também”, declara.
As cartelas custam R$10,00 e podem ser compradas na casa do coordenador da ONG, Valmir Grego, na Rua João Pinto, nº 20, Centro, em frente ao terminal rodoviário, ou no Gambá Lanches. Mais informações, com Valmir pelo telefone 32-3351-1788.
           
OBDC cresce junto com Barroso

A ONG Barroso Diversidade Cultural foi fundada em outubro de 2010, a partir da mobilização de Valmir Vitor Grego, atual coordenador, de Emerson de Paula, vice-coordenador e seus amigos Sérgio, Rafael, Natália e Evandro de Freitas, que também integram a coordenação.
Segundo Valmir, o objetivo da OBDC é promover a valorização da música, da dança e da arte em geral, assim como os talentos de Barroso e região. Além disso, a ONG tem o intuito de desenvolver campanhas de prevenção ao uso de drogas e de doenças. “A recepção da comunidade barrosense está sendo muito boa e as pessoas estão perdendo a visão estereotipada de que é uma ONG gay, ou que promovemos parada gay. Nosso foco é tratar de questões culturais, não só de opções sexuais, uma vez que Barroso já é uma cidade bastante receptiva aos homossexuais”, declara.
De acordo com Grego, a OBDC está aberta a todos que queiram participar das campanhas, como voluntários e também que queiram integrar a coordenação, em caso de novas eleições.
Em janeiro deste ano, a ONG promoveu o 1º Encontro da Diversidade Cultural de Barroso, com diversas atrações, pregando o respeito pelas diversas culturas brasileiras. O evento, que contou com apresentações de música, dança, teatro, performances de Drag Queens, entre outros, agitou a cidade durante um fim de semana inteiro e promete ter um sucesso ainda maior em 2012.

Reportagem: Wanderson Nascimento

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Projeto estimula reciclagem em São João del-Rei

Foto: Divulgação

Diminuir o volume de lixo enviado aos lixões e aterros, além dos impactos ambientais causados pelos resíduos, gerar receita para a Associação dos Catadores de Material Reciclável de São João del-Rei, auxiliar projetos de Organizações Não Governamentais (ONGs) da cidade e formar profissionais com consciência ambiental. Esses são os objetivos do projeto República Sustentável, que está desenvolvendo projetos relacionados à reciclagem do lixo. Na última quinta-feira, 10, 19 litros de óleo foram recolhidos em repúblicas na cidade. No total são 25 casas cadastradas e, segundo o estudante de Engenharia de Produção e idealizador da iniciativa, Marco Túlio Guimarães Freire, a intenção é recolher mais 21 litros nos próximos dias. “Ainda não passamos em todas. Dividimos em duas datas”, disse.
Ele contou que sua intenção no início era produzir telhas a partir de embalagens longa vida. “Fui em busca de um meio para obter as mesmas e assim surgiu a ideia de recolher o lixo nas repúblicas. Pesquisando mais a fundo descobri que São João del-Rei não tinha coleta seletiva e que o material recolhido nas lixeiras coloridas era todo misturado após o caminhão passar. Escrevi um projeto piloto e apresentei à RUA (Repúblicas Universitárias Associadas). Gostaram da ideia e pediram para que eu formasse uma equipe”, disse. Sendo assim, os estudantes de Economia Ana Luísa Ferraz e Thiago Félix, e o aluno de Engenharia Elétrica Eduardo Lazzarini foram convidados para integrarem a equipe do projeto, que tem a RUA como parceira.
Segundo Ana Luísa, a ideia é fazer a partir do próximo ano uma competição entre as repúblicas. “Vamos colocar lixeiras de coleta seletiva naquelas que quiserem participar. Toda semana recolheremos o lixo separado, além disso, iremos olhar a economia de energia pela conta de luz. De acordo com as ações, cada república receberá uma pontuação. A cada dois meses vamos premiar as cinco com maior pontuação”, comentou.
Segundo Marco Túlio, a equipe está trabalhando na arrecadação de dinheiro para comprar as lixeiras que serão instaladas em todas as repúblicas que se cadastrarem. “Estamos fazendo também um estudo de viabilidade e orçamentos para ver qual a melhor maneira de recolhermos o lixo, que será doado para a Associação dos Catadores de Material Reciclado de São João. Eles irão repassar o lixo para a reciclagem e, dessa forma, gerarão renda”, contou o idealizador do projeto.
Enquanto isso, ações como recolhimento de óleo de cozinha já estão sendo realizadas. “Já fizemos as inscrições das repúblicas participantes e, toda semana vamos recolher os óleos, que devem ser acomodados em garrafas pets. O material será destinado para uma ONG são-joanense que fabrica sabonetes”, disse Ana Luísa. Segundo ela, quem quiser ainda pode se inscrever através do e-mail projetorepublicasustentavel@gmail.com, mandando o nome da república, o endereço, o número de moradores e o responsável.
Os panfletos distribuídos na universidade também serão aproveitados. Eles serão destinados à confecção de produtos artesanais. “Pretendemos fazer bloquinhos de anotação, porta-retrato e caixas de presentes, porém ainda precisamos encontrar parceiros que confeccionem os produtos. Enquanto isso, já recolhemos um pouco de flyer e, junto com folhas do Xerox que seriam descartadas, estamos fazendo caixas para colocar nos pontos de coleta de pilhas e baterias”, contou Freire.
Segundo ele, ainda há a intenção de produzir as telhas, que devem ser de boa qualidade e baixo preço. “Esse processo é muito interessante pois iria substituir as telhas de amianto, que têm tendência de sair do mercado, uma vez que seu manuseio é cancerígeno. Apesar disso, esse processo não está em um futuro próximo, pois estamos focalizando por enquanto a forma de recolher o material reciclável nas repúblicas ”, disse.

Parceria
Segundo o presidente da RUA, Luiz Henrique Ésper, em uma assembleia da associação surgiu a ideia de reciclar o lixo produzido pela repúblicas. “Ficamos sabendo que o Marco Túlio tinha um projeto neste sentido, então procuramos ele”, disse.
Para Ésper, a ação é de grande importância. “Além de ajudar os catadores de lixo, estamos ajudando a sociedade local onde nós, republicanos, estamos inseridos. Dessa forma estamos também desenvolvendo o pensamento sustentável nos universitários. Nossa geração herdou um planeta sem responsabilidade ambiental. Temos por obrigação mudar essa situação. Se cada segmento da sociedade tiver esse pensamento, conseguiremos tornar as pessoas mais responsáveis”, disse. E completou. “Estamos tentando ser agentes de mudança e esperamos que a iniciativa mostre aos órgãos competentes de São João del-Rei que iniciativas como esta são viáveis. Queremos também que a população são-joanense adote a ideia”.

Reportagem: Ana Pessoa Santos

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Produtores rurais de Barroso protegem seus mananciais

Fotos: Wanderson Nascimento

         Os produtores rurais de Barroso têm acesso à orientação e assistência para protegerem as nascentes de suas propriedades. O trabalho é realizado com a mediação da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais) em parceria com a Siderúrgica Puiatti, de Barbacena e os produtores rurais de Barroso.
             O programa de cercamento e recuperação de nascentes, de acordo com o Extensionista Agropecuário da Emater, Alceu Resende, tem, entre outros, o objetivo de contribuir para a preservação ambiental. “Esse trabalho tem a finalidade de manter a água e preservar sua qualidade. Com isso, também estamos preservando a fauna e a flora, contribuindo para a preservação ambiental”, declara.
De acordo com Alceu, a parceria com a Siderúrgica Puiatti faz parte da compensação ambiental da empresa, que faz extração de minérios na região do povoado de Caetés, em Barroso. Dentro do programa, a siderúrgica fornece os materiais necessários ao cercamento, como arame, mourões e grampos de cerca.
Seu Zelão ordenha sua criação para
 a produção de derivados.
O senhor José Trindade Gomes, seu Zelão, tem uma propriedade de cerca de 16 hectares no povoado de Caetés, em Barroso. Na fazenda, ele e seu filho produzem e comercializam leite, queijo minas, muçarela e queijo meia-cura e já está começando a produzir em maior escala, montando sua própria agroindústria. Eles também criam aves e suínos para alimentação da família e comercialização. Seu Zelão também produz doce-de-leite, que vende para as escolas, por meio do programa de apoio à agricultura familiar do governo federal. De acordo com a lei criada já no governo Dilma, 30% dos alimentos destinados à merenda das escolas devem ser provenientes da agricultura familiar.
            Seu Zelão está satisfeito em fazer parte desse trabalho e enfatiza a importância de se preservar as nascentes de sua propriedade, em virtude da maior parte de sua renda e da família ter origem em sua propriedade. “A gente tá cercando e plantando árvores para o gado não pisar onde nasce a água. É muito importante proteger as nascentes para a água não diminuir e não faltar depois”, afirma.
O extensionista agropecuário da Emater afirma que, apesar da desconfiança inicial de alguns produtores, a aceitação do programa tem sido excelente, pois eles reconhecem a importância da água no meio rural. “O produtor oferece uma resistência no sentido de poder sofrer algum tipo de fiscalização por ordem dos órgãos públicos. Mas, apesar disso, eles sempre demonstram interesse em preservar a água, que é muito importante no uso da propriedade rural, tanto no uso doméstico, quanto para a produção agropecuária”, argumenta.

Proteger as nascentes é preservar a vida

Cerca utilizada para a preservação de nascentes.
A proteção das nascentes é um dos fatores essenciais para garantir a autossuficiência econômica da propriedade rural e para a manutenção da qualidade de vida do homem. Outras práticas também são essenciais para a sustentabilidade no meio rural, como a recuperação de áreas degradadas, a não utilização de queimadas para renovação de pastagens, a recuperação de áreas verdes com plantio de espécies nativas, a prevenção de erosão e adoção de práticas produtivas ao mesmo tempo ecológicas e rentáveis, entre outras.
De acordo com o biólogo Paulo Henrique Pereira, em artigo publicado no site www.vidaagropecuaria.com.br, o cercamento das nascentes é o primeiro passo para preservá-las. "É preciso evitar que o gado passe por sobre as nascentes, pois o vai e vem dos animais compacta o solo dificultando a infiltração das águas da chuva. Se área estiver degradada o simples fato de cercar a nascente ajudará muito, as vezes não é preciso nem plantar novas árvores, como o solo no local e bastante úmido a natureza se encarrega de colocar tudo no lugar", declara. Além disso, é essencial preservar as matas dos morros e encostas, pois a água começa a nascer das águas da chuva retidas nos topos dos morros.
A preservação da mata ciliar também é um dos fatores mais importante para a preservação não só dos mananciais, mas também dos cursos d'água. Segundo o site da ONG WWF-Brasil, evita o assoreamento das margens e ajuda a manter a qualidade das águas da propriedade. A mata ciliar é uma área de preservação permanente obrigatória. O Código Florestal (Lei n.° 4.771/65) inclui, desde 1965, as matas ciliares na categoria de áreas de preservação permanente (APP).


         Texto: Wanderson Nascimento

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São João del-Rei ganha “Casa dos Conselhos”

São João del-Rei irá ganhar um novo elo entre a população e a administração pública, em relação à cultura e ao turismo. Trata-se da Casa dos Conselhos, “Nossa São João”, que será inaugurada no próximo dia 9, às 18 horas. O espaço, que fica ao lado da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, irá servir como ponto de encontro de conselhos municipais, como os Conselhos de Patrimônio, Cultura e Turismo, o Convention Bureau e a Associação Amigos de São João del-Rei.
Além disso, essas entidades poderão utilizar a “Nossa São João” para reuniões próprias, tendo à disposição telefone, secretária, armários e mesa de reuniões. De três em três meses ocorrerá um “Conselhão”, constituído de uma reunião composta por todos os conselhos, que farão um planejamento e monitoração das atividades da Secretaria de Cultura e Turismo, decidindo as questões referentes à cultura são-joanense.
Segundo o Secretário de Cultura e Turismo, Ralph Justino, a “expectativa é que todo o planejamento na área de cultura e turismo seja realizado pela Casa dos Conselhos”. Para ele, esta é uma forma moderna de administrar, pois é participativa e aumenta a governança no município. A opinião é compartilhada pela presidente da Associação de Amigos de São João del-Rei, Alzira Agostini Haddad: “Um conselho municipal é uma forma maravilhosa de dividir a gestão publica. São pessoas que representam uma instituição e que, de graça, voluntariamente, trabalham pela cidade. Se os gestores públicos percebessem a importância dos conselhos, a cidade daria saltos na questão da gestão”.
Ralph Justino também explica que “a ideia é dar mais ouvidos à iniciativa privada para que possamos planejar melhor as ações da cultura e turismo de São João del-Rei e monitorar o andamento dos projetos”. Segundo ele, a iniciativa pode permitir maior unificação das instituições culturais da cidade. “Os conselhos muitas vezes tem pessoas comuns em sua estrutura e projetos que também podem ser do interesse mútuo. Queremos realizar a cada três meses a reunião do Conselhão, que será com todos os conselhos. Dessa forma todos podem acompanhar o que cada conselho está realizando e poderão dar idéias e fazer cobranças para a secretaria”, diz.
Para Alzira, a “Nossa São João” irá garantir também a sobrevivência dos conselhos. “Eu considero essa iniciativa maravilhosa, porque os conselhos sobrevivem de uma forma inacreditável, porque não têm investimento, espaço ou articulação. Agora tudo vai melhorar com esse novo espaço”, afirma. Segundo ela, a atuação dessas entidades é de extrema importância para a cidade: “O conselhos orientam, instituem referências. Eles se esforçam para que as leis sejam obedecidas, para que haja normas”.

Na reunião de inauguração da “Nossa São João”, que acontecerá no próximo dia 9, será debatida a regularização das placas e toldos do Centro Histórico de São João del-Rei, atendendo a um decreto municipal. Estão convidadas todas as associações, vereadores, secretários municipais, imprensa e população.

Reportagem: Carol Argamim Gouvêa

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O momento é dos técnicos no mercado de trabalho

Foto: Ingrid Andrade
Cursos profissionalizantes facilitam a inserção no mercado de trabalho. Com a escassez de mão de obra especializada no país, os cursos técnicos se tornaram aliados das empresas

Para atender à demanda do mundo do trabalho, os cursos profissionalizantes se ajustam ao novo cenário da indústria, desenhado, entre outros fatores, pela exigência de qualificação dos trabalhadores. Prova disso é o aumento da procura por cursos profissionalizantes, cujo diferencial está na curta duração e na ênfase prática.
Segundo dados do Ministério da Educação, o número de matrículas em cursos profissionalizantes cresceu 74,9% de 2002 a 2010, chegando a 1,14 milhão. O motivo é que, além de mais específicos, eles dão uma boa garantia de emprego. De acordo com Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação e Cultura (MEC), em entrevista à Folha, “Hoje há mais de 200 mil vagas na área técnica que não são preenchidas por falta de candidatos''.
Para a pedagoga do Centro de Formação Profissional de Barbacena, Aparecida Alice Barbosa, o momento é de ascensão dos cursos técnicos. “A procura pelos cursos técnicos e de aprendizagem vem aumentando por diversos fatores, entre eles, a curta duração, o baixo custo e a carência do mercado de trabalho por profissionais da modalidade”, explica.
Ela ainda ressalta que, com a capacitação, os alunos terão melhores condições de ingresso no mercado de trabalho, que se somará a formação profissional, com vistas ao primeiro emprego. “Muitos alunos concluem cursos técnicos, conseguem um emprego e, posteriormente, realizam o sonho do diploma universitário. Ao terminar a universidade, o técnico já está empregado, tem experiência na área e a chance de obter uma promoção é muito maior”, afirma.
O auxiliar de mecânico Rafael de Brites do Nascimento já fez dois cursos profissionalizantes ligados à sua área, mecânico geral e técnico em eletromecânica. Isso lhe proporcionou a abertura para o mercado de trabalho e assim obteve a certeza de que para a sua vida acadêmica, esta seria a melhor opção. “O curso técnico prepara as pessoas para as práticas e vivências do trabalho, já a universidade é um lugar para desenvolver habilidades teóricas. Além disso, os cursos técnicos têm duração média de um ano e meio a dois anos, enquanto uma graduação pode durar até seis anos”, pontua Rafael.
Já Bárbara Vaz, quando perguntada sobre a vantagem de ter feito técnico antes de fazer a faculdade, responde: “Experiência! Você ganha muita experiência. Acaba saindo na frente de muita gente que faz faculdade e não tem essa experiência de trabalho mesmo, de vivência, de rotina, e isso a gente consegue ter com o técnico”.

Cursos profissionalizantes na região

A área tecnológica é carente de profissionais e se expandiu muito nos últimos anos. Cursos técnicos e profissionalizantes são uma ótima opção para ingressar no mercado de trabalho.
Em Barbacena e São João del-Rei, escolas de ensino profissionalizante e Institutos Técnicos Federais estão com inscrições abertas. Confira:


Local
Informações
SENAI - Barbacena
Praça Dom Bosco, 88, A – Carmo
Telefone: (32) 3332-4496
SENAI – São João del-Rei
Pc Sr Bom Jesus Matozinhos, 1- Matozinhos
Telefone: (32) 3371-6303
Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais
Campus Barbacena
Rua Monsenhor José Augusto, nº 204
Bairro São José
Telefone: (32)3693-8630
Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais
Campus São João del-Rei
Rua Américo Davim Filho, s/ nº
Bairro Vila São Paulo
Telefone: (32) 3372-5367



       Texto: Ingrid Andrade

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Zuenir Ventura no 8º Felit


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