Os grupos Maracatu e Raízes da Terra se apresentaram no evento

3ª Edição da Primavera Negra é celebrada no Tijuco

Praça da Igreja São José foi palco de diversas manifestações culturais

Os grupos Maracatu e Raízes da Terra se apresentaram no evento
Os grupos Maracatu e Raízes da Terra se apresentaram no evento

A Praça da Igreja de São José no Tijuco, em São João del-Rei, foi colorida pela 3ª Edição da Primavera Negra no último sábado, 26. O evento contou com apresentações dos grupos Maracatu e Raízes da Terra, leitura de poesias e performances de flauta doce, capoeira, voz e violão de escolas do bairro. Além disso, ofereceu oficinas de confecção de turbante e corte de cabelo e exposição de quadros.

Alunos de escolas do bairro fizeram apresentação de flautas
Alunos de escolas do bairro fizeram apresentação de flautas

A coordenadora do evento, Dona Vicentina, conta que a realização dessa edição no bairro Tejuco foi feita a pedido de amigas do bairro: “A aceitação do pessoal foi muito boa”. Para a organizadora, a maior virtude do evento é o envolvimento das escolas do Tijuco, já que os alunos puderam contribuir com apresentações musicais e de danças, como a capoeira.

O Prefeito Helvécio, que também assistiu ao evento, vê a relevância que a Primavera apresenta para o debate sobre a discriminação racial: “Nós também estamos chamando atenção para a importância dos negros na formação cultural de São João del-Rei” comentou.

Cultura e sustentabilidade

Com o objetivo de dar visibilidade à cultura africana e incentivar a igualdade racial, a “Primavera Negra” pôde difundir noções de sustentabilidade para toda a comunidade. O pintor são-joanense Wangui esteve no evento

Pintor Wangui expôs algumas de suas obras
Pintor Wangui expôs algumas de suas obras

expondo alguns trabalhos em materiais recicláveis como papelão, e também em tela e madeira. Segundo o artista, é muito importante ter seu trabalho exposto em uma roda de cultura, em um movimento aberto em praça pública para todas as idades. “Desde que o artista esteja expondo seu trabalho, tudo é gratificante”, concluiu.

Além da degustação de comidas tipicamente africanas, foram distribuídas trezentas mudas de plantas para quem quisesse fazer replantio, com o intuito de despertar a consciência de preservação. “Por que não fazer um jardim na nossa casa ou cuidar do jardim do nosso bairro? Com isso a gente leva pras crianças a consciência de preservar a natureza”, afirma Dona Vicentina. 

Mudas foram distribuídas para replantio
Mudas foram distribuídas para replantio

TEXTO/VAN: JEDERSON ROSA E REBECA OLIVEIRA

FOTOS: JEDERSON ROSA – flickr.com/photos/jedersonrosa

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