A identidade cultural como exercício da memória e da cidadania

Di Ribeiro                       02 de  abril de 2013 | De Piedade do Rio Grande

Cachoeira do município / Foto: rosanabello.blogspot.com

Há dez anos, foi criado, pela Lei nº 1031, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Piedade do Rio Grande, órgão de assessoramento ao executivo, no que diz respeito à preservação dos bens de valor cultural. Esse Conselho vem trabalhando para que os bens culturais dos piedadenses sejam respeitados, valorizados e, acima de tudo, preservados.

Composto por quatorze membros, entre suplentes e efetivos, o trabalho do conselho é realizado de forma voluntária. Mesmo com pouca disponibilidade, suas tarefas foram e são realizadas com base em entrevistas de pessoas da comunidade que detêm conhecimento de assuntos de diversas naturezas e que são de interesse do Patrimônio Cultural do Município.
Outros trabalhos, também de grande importância, são realizados, como o acompanhamento da execução dos serviços realizados nos bens tombados e registrados; levantamento de outros bens que poderão vir a ser registrados ou tombados; envio de documentos para a empresa que presta consultoria; atualização de dados históricos e outros acontecimentos durante o ano civil, tais como palestras para esclarecimento à comunidade sobre o funcionamento do CMPC (Conselho Municipal do Patrimônio Cultural) e, também, a divulgação de trabalhos que estão sendo realizados.
Mesmo com toda a sensibilização que vem sendo feita à população, desde que o órgão foi criado, em 2003, a comunidade ainda não se habituou à responsabilidade de preservar os bens patrimoniais. “Há muito ainda o que fazer. É um trabalho árduo, porque envolve uma série de fatores culturais e, em certos casos, há quebra de paradigmas que estão arraigados na população”, afirma o presidente do Conselho Municipal, Sr. José de Araceli Alves.
Sensibilizar os moradores proprietários de bens que poderiam ser preservados para um futuro tombamento é uma meta que ainda não foi possível realizar. Existem bens imóveis de valor histórico para o município que estão sendo descaracterizados e até mesmo destruídos. É necessário que toda população se conscientize da importância do patrimônio histórico e cultural da cidade e comece a valorizá-lo e a contribuir para a sua preservação.
A melhoria da qualidade de vida e a garantia da preservação da identidade cultural de uma comunidade estão ancoradas na preservação de todos os seus bens materiais, imateriais e naturais. A continuidade das manifestações culturais é fundamental, tanto nas pequenas quanto nas grandes cidades, para que as pessoas conheçam os seus antepassados e garantam o exercício da memória e da cidadania.

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