#EVU – Alunas da UFSJ comentam seleção para CSF e PAINT

Foto: Reprodução Facebook

Um ano e seis meses estudando em uma universidade dos Estados Unidos ou
seis meses em Portugal. Tudo isso com apoio institucional, possibilidade de
ajuda de custo e pagamento da passagem aérea. Um sonho? Não necessariamente.

Essas experiências estão sendo vividas por Aléssia Mendes e Tacyana
Carvalho, alunas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e
intercambistas pelos programas Ciência
Sem Fronteiras (CSF)
 e Programa Acadêmico de Intercâmbio Internacional (Paint).
O CSF é válido para todo o Brasil, mas destinado à área de Ciência e
Tecnologia. Exatamente por isso, nem todos os cursos de graduação são contemplados
por ele. Ainda assim são oferecidas cerca de 13 mil vagas em 18 cursos de nove
países. Já o Paint, mantido pela UFSJ, oferece vagas de acordo com a oferta das
universidades conveniadas em 15 países, contemplando também a área de Humanas.
Em entrevistas via Facebook à reportagem do Vida Universitária,
Aléssia e Tacyana conversaram sobre os processos seletivos que enfrentaram –
uma pequena saga para chegar ao exterior.
Aluna de Engenharia estuda nos EUA pelo CSF
Graduanda em Engenharia de Produção, Aléssia Mendes hoje estuda na
University of Wisconsin Milwaukee, nos Estados Unidos, pelo Ciências
Sem Fronteiras
.  Ela, que viajou em março de 2014 e fica até agosto de 2015, conta que participou de um processo de
seleção com três fases que, para ela, foram principais.
O lançamento do edital de seleção pela universidade foi a primeira
delas. No exame de que Aléssia participou, o critério central era ter Coeficiente
de Rendimento (CR) acima de 7, permitindo realizar a inscrição no sistema.
Já para passar à segunda etapa, a candidata teve que realizar o exame TOEFL
ITP – de proficiência em língua inglesa – e tirar uma nota acima de 439.
Aproveitando a oportunidade,
Aléssia visitou o Grand Canyon no estado do Arizona
Foto: Reprodução Facebook

Por fim, a estudante respondeu a um formulário online chamado Common
Application
 – que só é exigido nos EUA. “Ele é chato, mas se fizer
tudo certinho não tem como ser eliminado do processo”, afirma.
A partir daí, a expectativa do aluno é de receber o Term Of Appointment
(TOA), uma carta de aceitação confirmando a aprovação e o nome da universidade
na qual será alocado.
Um ponto que diferencia o Ciência
Sem Fronteiras
 de outros programas é que todo aluno selecionado recebe
um auxílio-instalação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes). Esse dinheiro inicial cobre despesas com passagens, por exemplo.
Aléssia ainda recebe uma bolsa de R$300 dólares por mês, o padrão para
intercambistas no país. “Esse valor não é considerado alto, mas cada
universidade aqui trabalha de um jeito diferente. O IIE (que seria a Capes dos
EUA) paga à universidade a nossa alimentação. No meu caso, eu tenho todas as
refeições lá. Ou seja, praticamente não gasto com comida. Mas isso varia de
instituição para instituição”, finalizou.
Aluna de Economia está em Portugal pelo PAINT
Tacyana Carvalho é aluna do curso de Economia e está em intercâmbio  na Universidade de Coimbra, em Portugal, desde setembro de 2014 e fica até fevereiro de 2015. Ela conta que achou o
processo seletivo difícil e teve que passar por uma maratona de avaliações, a
começar pela análise de extrato escolar.
Depois houve provas escrita e oral – apresentando o plano de atividades
a desenvolver na universidade anfitriã – e exigência de recomendação assinada
por um professor. “Além disso, outro aspecto que é levado em consideração são
as atividades que o aluno já desenvolveu na instituição de origem. Aí contam
envolvimento em empresas ‘Junior’, monitorias, trabalhos de iniciação
cientifica, participação em centros acadêmicos e outras ações inerentes ao
curso”, ressaltou.
Tacyana com alunas intercambistas de outras universidades
brasileiras no pátio da universidade de Coimbra
Foto: Reprodução Facebook

No Paint, nem todos os alunos recebem bolsas de estudos. Depois de
aprovado para uma das vagas oferecidas, o estudante tem que passar, ainda, por
novo processo de seleção para bolsas, envolvendo uma avaliação socioeconômica.
Para isso devem ser apresentados comprovantes de conta de luz, água, telefone,
declaração de propriedade de imóveis e automóveis, apresentação da carteira de
trabalho e documentos de identificação de todos os membros da família.
Uma resolução de 2011 define que o graduando selecionado para bolsa
receberá 2,5 mil dólares ou euros, de acordo com o país de destino, pagos em
cinco parcelas.
A intercambista ainda relata que a
faculdade portuguesa oferece todo o tipo de auxílio aos estudantes em
mobilidade, com órgão responsável para atender os alunos e esclarecer todas as
dúvidas.
 “De início é normal chegar a um
país ou a uma universidade diferente e sentir bastante as diferenças. Mas com
pouco tempo consegui me adaptar e interagir. É uma experiência fantástica que
nos engrandece não só em termos profissionais, mas também pessoalmente. Fiz
amizades com pessoas de diferentes partes do mundo e além disso estou
vivenciando uma cultura diferente, conhecendo lugares incríveis. Tenho certeza
de que tudo tem sido extremamente enriquecedor. É um aprendizado para a vida”,
acrescentou Tacyana.
Confira o último edital de seleção dos programas aqui e aqui.

* #EVU – O Especial Vida Universitária é resultado de uma oficina de texto dada pela jornalista Mariane Fonseca para integrantes da Vertentes Agência de notícias e sairá às segundas-feiras até 16/02/2015.

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