Artistas e tiradentinos comentam o Festival Artes Vertentes

A partir do
dia 12 de setembro, quinta-feira, a cidade de Tiradentes (MG) receberá artistas
nacionais e internacionais durante a 2ª edição do Festival Artes Vertentes.
Para a realização do evento, foi feita uma campanha no Catarse, plataforma de
financiamento coletivo, para arrecadar os fundos via crowdfunding. Contudo, somente parte da
programação é gratuita.
O segundo
ano do evento, assim como o primeiro, conta com a presença de artistas da área
de música, literatura, cinema, dança e artes visuais. Durante os dez dias do
festival, passarão pela cidade artistas renomados, como o poeta Ferreira Gullar
– artista homenageado desta edição –, a soprano Eliane Coelho, a cineasta armeniana Maria Saakyan –
cujo filme “O Farol” será exibido –, o fotografo lituano Antanas Sutkus – pela
segunda vez no festival –, o autor e ilustrador Nelson Cruz e vários outros.
Tanto o
poeta e tradutor argentino Ezequiel
Zaidenwerg quanto a pianista cazaque Oxana Shevchenko – ambos pela primeira vez
na cidade – afirmam ter grandes expectativas em participar do festival. “Estou
com grandes expectativas em relação ao Festival. Há um grupo excelente de
artistas [no evento] e é uma honra participar disso”, declara Ezequiel. Enquanto Oxana afirma: “gosto muito da ideia
desse Festival multiartístico, em que vários artistas convivem e colaboram
entre si. Acho realmente fascinante e interessante essa ideia.
Durante o Festival, espero encontrar artistas inspiradores e participar ao
máximo da programação, além de apreciar esse 
Brasil maravilhoso”.
Entretanto,
um tiradentino, que não quis se identificar, participou da 1ª edição do
festival e, embora pretenda ir
a alguns eventos deste ano, opina: “A proposta é interessante, mas achei a
primeira edição desorganizada e mal estruturada, sem mencionar a falta de
equipe (voluntários ou não) para a produção. Corrigindo esse problemas, tem
tudo para ser um ótimo festival”.
Segundo
Wiliam Wiermann, morador da cidade, um fator que dificulta a presença da
população de Tiradentes no evento é o custo alto de algumas das apresentações.
“Não participei da edição anterior, mas acredito que o festival pode se tornar
um dos melhores da cidade. Devemos pensar o que é arte e para quem essa
arte/festival é oferecida. Penso que as atividades, ações, são muito
elitizadas, não abrindo suas portas a toda a população tiradentina.” completa
Wiliam.

A relação
dos artistas presentes no festival e a programação encontram-se no site: http://www.artesvertentes.com/
VAN/Silvia Reis
Foto: Silvia Reis

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