A equipe Komiketo Baja UFSJ na competição nacional no início do ano Créditos Acervo da equipe

Baja da UFSJ vai à São Paulo em competição

Os graduandos em engenharia do Komiketo Baja UFSJ chegaram hoje à Piracicaba para representar a Universidade e São João del-Rei. Eles buscam manter o bom resultado do Nacional.

A equipe Komiketo Baja UFSJ na competição nacional no início do ano Créditos Acervo da equipe

A equipe de baja Komiketo da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) partiu hoje, dia 18, sexta-feira, rumo à Piracicaba-SP. Eles participarão da Etapa regional da competição, promovida pela SAE. A Etapa Sudeste acontecerá entre os dias 18 e 20 e a equipe sai da cidade do sinos para representar o município e a instituição. Ao todo, são 20 atletas inscritos oficialmente enquanto outros 12 auxiliarão no suporte do time.

 

Os alunos vêm do 8° lugar na competição nacional, o que só aumenta a expectativa por bons resultados. O atual capitão do Komiketo, Ayrton Nunes Lassi, está confiante e acredita que essa é a hora de correr atrás do resultado. “A expectativa por uma boa colocação é muito grande, sendo justificada pelo grande trabalho desenvolvido por meses” destacando que é um trabalho que demanda bastante entrega e comprometimento.

Com melhor desempenho nas provas dinâmicas do que na estática, para essa edição, eles procurarão melhorar a questão da apresentação dos projetos. Lassi comenta ainda que o diferencial da equipe para esses desafios são a persistência e o espírito de equipe. “Em 2010 fomos premiados como a principal equipe iniciante no nacional pela nossa garra, dando nosso melhor para o carro funcionar” comemora prometendo manter esse ideal.

A fase regional tem, em cada dia, uma etapa que define os participantes e também de pontuação. Como foi informado por Lassi, no primeiro dia acontecem as inscrições e a regularização perante à SAE, permitindo tempo para reajustes de gafes. No sábado, acontece a inspeção de segurança para provar a aptidão para competir e do piloto, avaliando também estrutura, motor e forma de abastecimento. Depois disso ocorre a apresentação de projeto do carro por cada setor, sendo avaliado por juízes especializados.

As três provas dinâmicas começam ainda no sábado. Slalon é uma prova que testa a mobilidade do protótipo. Exige manobras em desvio de cones, com maior pontuação para menores infrações e menor tempo. Suspension in traction contém obstáculos que testam a resistência do carro, avaliando tempo para completar e a quantidade percorrida, assumindo que muitos ficam pelo caminho.

A novidade da edição é a competição “Lama”, mantendo um certo suspense em relação ao seu funcionamento. Como acredita Lassi, em adição às informações recolhidas, dispõe em uma piscina de 10 metros de comprimento e 0,5 metros de profundidade com lama. No domingo, tem o enduro que possui a maior pontuação com 3 horas de corrida direta, dividas em duas baterias de 1h30 permitindo o reabastecimento no intervalo. Conquista a máxima de pontos aquele que der mais voltas sem danos graves, lembrando o capitão que quebra do protótipo resulta em eliminação.

 

O responsável por guiar o protótipo é Igor Araújo Del Vecchio, que já está em sua quarta competição com o conjunto. Ele mantém a expectativa de que a equipe está bem preparada e apontando para um torneio equilibrado focando na correção de erros. “É um cargo muito cobiçado e também que exige muita responsabilidade, pode-se definir o resultado pela falha ou sucesso”, comentou sobre sua participação.

O projeto de extensão baja, como informa o professor e coordenador José Antônio da Silva, foi fundado por ele no ano de 1989, sendo um dos mais antigos da instituição. Silva tem a parceria dos professores Gustavo Rodrigues e Francisco José Figueiredo. Envolvendo as engenharias mecânica, elétrica e de produção, direcionadas e específicas para desempenho de determinada função. O professor adiciona, também, a importância do projeto na ação formadora e profissional dos alunos. “São trabalhadas questões da concepção e pensamento do carro englobando montagem e testes sendo uma avaliação completa”, explica.

Nas ações de extensão, propondo interação com a comunidade, o projeto trabalha com arrecadações de produtos para entidades. Del Vecchio comenta sobre a ida do grupo em creches no dia das crianças e arrecadação de presentes no período natalino para instituições de caridade. “Procuramos expor nosso projeto ao máximo para que pessoas da região nos conheçam”, explicando que acontece por meio da presença em eventos da universidade, dispostos a tirar dúvidas do pessoal.

Os três concordam que ainda há pouco conhecimento acerca do projeto pelos são-joanenses e ainda carece de maior contato com a cidade. Silva sugere ainda que, em uma possível competição mineira, o baja seja trazido para a cidade. Para ele, haveriam muitos benefícios para todas as partes envolvidas e aumentaria a relação entre os meios.

 

TEXTO/ VAN: Felipe Souza

FOTO/VAN: Acervo Pessoal/Equipe Komiketo Baja

Deixe uma resposta