Campos interditados impedem realização de campeonato amador sanjoanense

O campo do América foi o único que atendeu às exigências do Corpo de Bombeiros.
São João del – Rei sempre foi marcada pela paixão que sua população tem pelo futebol e, historicamente, sempre foram realizados na cidade torneios entre as equipes amadoras locais. No entanto, em 2013, essa tradição ficou ameaçada devido a atrasos com licitações de arbitragem e interdição dos campos. Ao todo, existem três campeonatos ocorrendo em São João del – Rei: O campeonato da Base, a Copa Tricentenário de São João del – Rei e o Torneio Rural.

O Torneio Rural, que é de organização total da Prefeitura, conta com 14 times, sendo no formato de dois quadros de sete, disputado por pontos corridos. A competição, que começou em 1º de setembro e acontece nos distritos e povoados que fazem parte da região ao redor de São João del – Rei, já está na décima rodada. 

    O campeonato da Base, que conta com as categorias pré-mirim , mirim, infantil e juvenil dos clubes da cidades, é uma iniciativa da Liga Desportiva e dos clubes,  e se iniciou sem a saída da licitação de arbitragem, ou seja, os clubes tiveram que pagar do próprio bolso todos os árbitros. Só depois da terceira rodada, a prefeitura conseguiu a homologação da licitação e começou a fornecer o serviço de arbitragem no campeonato. 

Segundo o secretário de Esportes Pedro Silva, na primeira licitação de Arbitragem, a única empresa que participou veio de fora, uma empresa de Belo Horizonte, pedindo um valor dez vezes maior do que era imaginado, o que impossibilitou a contratação. “A segunda licitação foi desertada, não apareceu ninguém e na terceira, veio uma empresa de São João del – Rei que regularizou os documentos e homologou a licitação”, explica Pedro. 

Já a Copa Tricentenário de São João, em comemoração ao aniversário da cidade, se iniciou no dia 20 de Outubro. O torneio surgiu como uma saída por parte da prefeitura que viu a possibilidade de o tradicional torneio amador da cidade não acontecer.. O modo de disputa é por pontos corridos, com os vencedores de cada turno se enfrentando na grande final. A premiação ao campeão é de cinco mil reais, mas os clubes entraram em acordo e resolveram dividir a quantia. Haverá premiação para artilheiro, revelação e fair-play.

Com a interdição de vários estádios da cidade por falta de infra-estrutura, para 2014 é necessário solucionar problemas burocráticos que a superintendência de esportes tem com a Liga. Pedro afirma que é necessário que ambas as frentes trabalhem juntas, e se mostra ansioso para o resultado das eleições da Liga em dezembro. “Queremos que quem assuma a Liga agora, seja uma pessoa bem competente, que coloque ordem na casa, que regularize a situação com a receita federal, e nos convide para uma reunião para planejarmos as melhores formas para se realizar os campeonatos”, explica.

De acordo com Michele Sena, coordenadora de Lazer da cidade – que chegou a trabalhar com a Liga -, a entidade precisa se fortalecer e aponta para o que o novo presidente deve fazer assim que assumir, em 2014. “Primeiro que tem que mudar toda uma diretoria que de fato queira trabalhar. Ele vai ter um vice-presidente; um diretor de esportes especializado; vai ter um diretor de futebol;  um secretário administrativo; tesoureiros. Enfim, ele pode começar mudando as pessoas dentro da associação se for para o bem da mesma”, completa Michele.

VAN/ Jéssica Loures e Léo Oliveira
Foto: William Carvalho

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