Rodrigo de Oliveira abre a porta da Casa

Casa do Vovô de Lavras cuida de idosos carentes

O asilo auxilia há mais de 16 anos alimentando, medicando e hospedando a terceira e quarta idade

Rodrigo de Oliveira abre a porta da Casa
Rodrigo de Oliveira abre a porta da Casa

Os trabalhos no Núcleo Assistencial Casa do Vovô tiveram início na década de 1980 com a arrecadação de verbas e, desde a primeira pedra até o primeiro idoso residente, foram 15 anos de construção. Em 1999 abriram-se as portas para um asilo filantrópico que auxilia idosos carentes a passarem seus últimos anos com plenitude e respeito. Hoje são 46 idosos cuidados diariamente por uma equipe de 30 funcionários remunerados e mais aproximadamente 25 voluntários que auxiliam nas tarefas do dia a dia.

Além da hospedagem e atenção dos funcionários e enfermeiros, outros benefícios são oferecidos pela Casa como: Alimentação gerenciada individualmente por nutricionista,  medicamentos e fraldas geriátricas, acompanhamento psicológico, fisioterápico e odontológico, fornecimento de roupas, calçados e produtos de higiene pessoal, entre outros. O Administrador Geral da Casa, Marcos Alves, conversou com a reportagem da VAN e contou que a crise ainda não os atingiu: “Tudo o que recebemos aqui é por meio de doações. Fazemos também eventos beneficentes, mas a maioria é por meio do teledoações.”. Embora a entidade tenha nascido com caráter religioso, Marcos afirma que a crença não influencia: “Aqui vem pastores, padres e aceitamos todas as religiões. Sentimos que somos muito abençoados, por que por mais que o dia seja cansativo, todos que trabalham aqui sentem essa energia muito boa”.

Cadeiras para tomar sol
Cadeiras para tomar sol

Rodrigo de Oliveira Ramos, um dos funcionários da Casa do Vovô contou sobre a rotina dos idosos dentro do lar: “Eles fazem muitas coisas diferentes, desde artesanato e jardinagem até a fisioterapia. Temos uma paciente que toca piano aqui e alegra tudo. É uma rotina muito leve e alegre por que a gente sente que eles amam e respeitam muito a gente e esse lugar; nos olham, abraçam e fazem carinho, é muito gratificante”. Assim, a teórica melancolia normalmente comum dos asilos se dissipa e todos os funcionários, do enfermeiro mais antigo até o voluntário mais recente, estão lá por prazer em ajudar, especialmente por que os idosos que a Casa recebe são aqueles que não teriam condições de pagar por um lugar, pessoas cuja família abandonou, entre outros casos.

Jardim de entrada
Jardim de entrada

Pelo fato dos pacientes estarem na faixa etária entre os 60 e 100 anos, torna-se imprescindível que os enfermeiros estejam à disposição 24 horas por dia. Assim, eles conseguem diagnosticar e auxiliar os pacientes o mais rápido possível, caso haja algum problema. “Estamos preparados para as coisas mais simples como aplicações de injeções, mas também para uma possível parada cardiorrespiratória, primeiros socorros no caso de quedas, etc.”, afirma Antônio Carlos Moreira, um dos enfermeiros do local.

O administrador Marcos ainda conta que todos os funcionários que trabalham lá tem o curso de cuidador de idosos para aprenderem a parte técnica do cuidado, mas o importante para participar da entidade é ter um coração bom e estar disposto a ajudar. “Nós temos o bazar de roupa, que é contínuo, e alguns eventos, mas as pessoas que trabalham aqui são a base para a Casa funcionar e cumprir sua função”. A Casa do Vovô tem horário de visita aos pacientes de quarta e domingo, das 15h às 17h e funcionamento da administração das 7h às 19h. Para saber como ser um voluntário e mais informações, ligue para (35) 38221651, as teledoações são pelo número (35) 38228867.

FOTOS E TEXTO: TALITA TONSO

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