Concerto Alma Brasileira mistura o popular e o erudito e atrai diversos públicos

Na última sexta (31), o projeto Corpo Musical Vertentes apresentou o concerto Alma Brasileira, na Sociedade de Concertos Sinfônicos. O evento reuniu vários expectadores e teve parceria com o Programa Música XXI, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). O Música XXI atua a partir de projetos, ações didáticas, cursos e eventos artísticos. Também abriga e fomenta manifestações musicais do departamento de música (DMUSI), da Pró-Reitoria de Extensão e da comunidade, com abrangência regional e inserção internacional.

O professor Antônio Carlos Guimarães, coordenador do Programa Música XXI, afirmou que o Projeto Corpo Musical Vertentes, financiado pelo fundo estadual de cultura, surgiu depois de seis anos do curso de música, atuando na comunidade junto com o programa Música XXI. “São 15 apresentações e sete oficinas, passando por vários municípios do estado, todos eles mapeados pelo Núcleo de Interiorização da cultura de Minas Gerais”, declara o flautista do concerto. 

Ele ressalta ainda que o “Corpo Musical Vertentes é um projeto regional que traz fomento para várias entidades musicais, tais como a Sociedade de Concertos Sinfônicos e a Banda Ramalho, de Tiradentes, e também para outras cidades, como Ouro Branco, Mariana e Barão de Cocais”. O concerto é composto por Elenis Guimarães (canto), Jayme Guimarães (piano), Antônio Carlos Guimarães (flauta), Guilherme Vincens (violão), Isabele Alves Guimarães (violoncelo) e Jonas Fernando de Souza (clarineta).

O repertório de Alma Brasileira baseou-se em canções de compositores nacionalistas. Seu objetivo era trazer elementos da música popular brasileira para a música de concertos, como obras de Villa Lobos, Marlos Nobre, Tom Jobim, entre outros. “Um programa bem leve, fácil de ouvir e bastante representativo de uma vertente dos compositores eruditos brasileiros”, opina a cantora Elenis Guimarães. “Chamados assim eruditos, mas o público percebe bem claramente que todos eles, sem exceção, têm os dois pés na música popular, e é bem gostoso de ouvir”, explica. 

Elenis, que canta em concertos há mais de 20 anos, também acredita que uma boa execução nesse tipo de evento está relacionada a “um trabalho cumulativo, porque o que você faz hoje depende do que você fez antes. Não é uma coisa que se realiza de uma hora para a outra. Para este concerto, especificamente, foram umas três semanas ensaiando”, declara. A soprano Elenis ainda comenta que “nas preparações para esses concertos, a gente aprende as músicas, ensaia, marca bem a voz, vem e manda bala”.

A apresentação atraiu públicos distintos, desde moradores da cidade até pessoas que vieram de outros estados para prestigiar os músicos do concerto. “Nós cantamos em um coral lá em São Paulo. Foi o pianista Jayme Guimarães quem o fundou, ele foi o nosso maestro. Nós cantamos recentemente e o Jayme foi lá nos prestigiar. Agora, nós viemos aqui retribuir”, declara a expectadora Elisabeth Franceschelle.

“Um dos músicos é da minha família e, sempre que possível, a gente vem prestigiar. Além disso, é um evento muito bom. Achei muito rica a escolha das músicas também, foi muito interessante. Eu acredito que é um tipo de evento importante, que vai formando um público que, a cada vez, aumenta mais e torna mais consistente a atividade musical na cidade”, opina Paulo Guimarães, expectador do concerto Alma Brasileira.

VAN/ Marina Ratton
Foto: Suellen Jacques

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