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Continua o combate a dengue em São João del-Rei

O maior problema se encontra nos domicílios, pois as pessoas não sabem como o simples fato de colocar o lixo para a coleta pode evitar muitos focos”, é o que afirma o coordenador municipal do Setor de Endemias, Jean Vilela. Segundo ele, atitudes como evitar jogar lixo em locais inadequados são essenciais para o combate à dengue.
De acordo com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em março em São João del-Rei, foram encontrados 92 focos, isto é,  4,2% dos 1900 domicílios visitados. Em comparação com o mesmo período de 2013, houve uma queda de 0,6%. No entanto, o Ministério da Saúde considera que números acima de 4% já constituem risco de surto da doença.
Dados do Setor de Endemias mostram que, das 221 notificações de suspeitas de dengue, 44 casos de pessoas infectadas já foram confirmados. Porém, este valor pode ser maior, devido às subnotificações – casos em que o paciente é atendido pela rede privada e o número de pessoas com sintomas da dengue não é repassado ao controle de endemias. Segundo o Ministério da Saúde, calcula-se que a cada caso notificado existam mais 4 subnotificações.
Fernanda Silva é agente de combate à dengue e afirma que as visitas domiciliares permitem que se conheça os moradores e seus hábitos, podendo-se identificar se há contribuição ou não ao combate à doença.
Sérgio Cerqueira, morador do bairro Matosinhos, afirma que recebe com frequência a visita dos agentes, por entender a necessidade dessa ação. “Combato a dengue no meu dia a dia, evitando água parada, acúmulo de água em pneus, em baldes e lixo”, relata, frisando também a importância de uma ação conjunta dos vizinhos. 
A lei municipal de número 4.597, de 18 de Maio de 2011, discute sobre o combate à dengue e  será reformulada a fim de permitir que os agentes tenham o poder de fiscalização, notificação e aplicação da multa nos casos em que o cidadão colabore para a proliferação do mosquito transmissor.
O próximo levantamento no município será feito em outubro deste ano, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, mas o trabalho dos agentes e do setor é contínuo. 
Texto: VAN/Déborah Vieira e Willian Carvalho
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

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