Cresce o número de casos de dengue em São João del-Rei

Bárbara Barreto

Foto: Reprodução

A dengue, doença viral transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, vem aumentando na região sudeste. Segundo Eliene Jaqueline Freitas, enfermeira e coordenadora do Departamento de Epidemiologia de São João del – Rei, neste ano já foram notificados 103 casos, tendo sido 31 confirmados.

Tais dados configuram um crescimento alarmante, já que, em 2012, foram 18 casos notificados e 5 confirmados. A notificação fica restrita ao exame clínico, em que o médico constata se é dengue, com base nos sintomas. Já os confirmados, são aqueles em que foi feito exame laboratorial.

Segundo Eliene , o tratamento deve ser realizado com hidratação intensa e medicação. Ela ressalta que a automedicação apresenta riscos aos pacientes. Remédios que contenham ácido acetilsalicílico podem intensificar o agravamento da dengue do tipo hemorrágica. 
A enfermeira afirma também que crianças, idosos e gestantes devem ter cuidado redobrado e orienta que, ao sentir dor no corpo, febre ou dor de cabeça, deve-se procurar o posto de saúde mais próximo, não sendo necessário se dirigir à UPA.

A transmissão da doença é feita através da picada da fêmea do mosquito. Bruna Ribeiro Duque, estudante de Biologia da UFJF, explica como o inseto se desenvolve. Segundo ela, “a fêmea deposita os ovos (cerca de 120), separadamente, nas paredes internas dos objetos, próximos à superfície da água limpa. No recipiente com água, as larvas eclodem e passam por quatro fases, até se tornarem pupas. As pupas passam por modificações até se tornarem adultos, quando começam a se reproduzir. Para que os ovos sejam maturados, há a necessidade de sangue, por isso a fêmea pica o ser humano.”, conta.

A estudante afirma que todos os descendentes de uma fêmea infectada também possuem o vírus. O hábitat favorável para o mosquito é aquele que possui água sombreada, limpa e parada.

”Quem já teve dengue, não se esquece dos sete dias de dor no corpo e na cabeça”, é o que conta Sávia Porto, estudante de Arquitetura, que já teve a doença. “Comecei sentindo dores no corpo, não sabia muito bem o que era, mas, como estava tendo surto de dengue, logo suspeitei que poderia ser. Fui ao hospital e me deram soro. Bem, contra a dengue não tem muito o que se fazer, é hidratação e  repouso.”, relata.

A estudante, após ter ficado doente, intensificou os cuidados. Ela afirma que está atenta e sempre recolhe qualquer objeto que possa se tornar um foco. “É importante que todos se preocupem em cuidar disso, para que o mosquito não tenha onde se desenvolver.” destaca.

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