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Dança e cultura nos palcos e nas ruas de São João del-Rei

Evento combina entretenimento e informação para a população, no fim de semana

 

A Mostra Corpo em Ritmo nasceu em 2015, com o objetivo de dar luz a arte e a dança, em São João del-Rei. Tendo como sede o Teatro Municipal, esta edição contou com dois dias de oficinas e um grande espetáculo no sábado, (12). No segundo e último dia do evento, o espetáculo Corpos em Ritmos fechou a mostra com apresentações de dançarinos de São João del-Rei, Barbacena e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

O ator e organizador do evento, Vinícius Cristóvão de Carvalho Ribeiro, esclarece que a mostra, além de poder incentivar quem produz arte na cidade, é como um ponto convergente para unir as escolas de dança que aqui funcionam.  “Vou aumentar as questões de rua, colocar mais intervenções em outros pontos da cidade e ano que vem pretendemos aumentar para três dias a mostra com mais escolas dançando”.

Com início na sexta, (11), além das oficinas de jazz e contemporâneo, a grande novidade deste ano foi o circuito de intervenções de dança contemporânea pelo centro histórico. Visitando seis diferentes pontos turísticos da cidade, partiu da escadaria do Teatro Municipal e foi até o Largo do São Francisco. O bailarino Marcos Vinícius Amaral, que participou da oficina de contemporâneo e, também, se apresentou na intervenção, conta que a cidade oferece e também ganha com este evento. “A cidade, com o seu patrimônio, ofereceu para a dança outras possibilidades de explorar o corpo, o espaço, o patrimônio e as possibilidades de linguagem em dança com a intervenção”.

 

Fernanda Taís Ribeiro e Souza Rocha, professora de educação física e bailarina clássica em Barbacena, apresentou-se no espetáculo Corpos em Ritmos e chamou a atenção para a falta de incentivo da prefeitura. “Falta divulgação e apoio da prefeitura, é um evento que traz cultura e conhecimento, então acho que falta um empurrãozinho”, esclareceu. Fernanda participa pela terceira vez e destacou como o evento só tem crescido com a sua organização e qualidade. “A cada ano que passa está mais bem organizado e preparado para receber os bailarinos, acho que a tendência é continuar por um bom tempo”.

 

O organizador Vinícius Cristóvão, dono da Rococó Produções, já diz ter planos para as próximas edições e pretende levar ainda mais intervenções para as ruas. Assim como conseguir trazer mais escolas, tanto para participarem das oficinas, quanto dos espetáculos. “Quero que todas as escolas venham mesmo, cem por cento. Vou aumentar as questões de rua, e colocar mais intervenções em outros pontos da cidade”, conta.

Texto/Van: Leonardo Emerson, Tatiana Silva

Fotos: Leonardo Emerson

 

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