Diabéticos necessitam de mudanças e cuidados especiais

Quem nunca escutou a resposta “não posso, sou diabético” ao oferecer um doce a alguém? Muito conhecida por restringir a ingestão de açúcares pelo paciente, a diabetes está presente na cotidiano de muitas pessoas.

Maria Janete de Oliveira, técnica em enfermagem e portadora da doença, descreve a diabetes como sendo a incapacidade do pâncreas de produzir a quantidade ideal de insulina. “A insulina permite a entrada de glicose nas células para ser transformada em energia para o corpo”, esclarece.

A técnica em enfermagem ainda explica que existem dois tipos da doença. “Existe a diabetes tipo um, em que o paciente necessita do uso constante de insulina injetável e é a mais grave. A tipo dois é, geralmente, o primeiro estágio da doença. Quando precocemente descoberta, é tratada com medicação oral e reeducação alimentar”, informa. Segundo Maria Janete, o tratamento medicamentoso é distribuído gratuitamente. O diabético insulínico, inclusive, tem o direito de receber o medidor de insulina.

A cozinheira Edneide Tavares tem 52 anos e é diabética há quatro anos. Filha e neta de portadores da doença, ela conta como descobriu que tinha diabetes. “Comecei com suor excessivo, muita sede, vista turva e dores nas pernas. O meu médico pediu que eu fizesse alguns exames e os resultados estavam bem alterados”, relata.

Sobre o seu tratamento, Edneide diz que é feito via oral. “Trato com os comprimidos Metformina, Glimepirida e tento fazer dieta. Tive que reduzir os açúcares e massas de que tanto gosto. Quando o tratamento é controlado, dá para levar uma vida bacana”, conta.
Rosângela Barbosa, dona de casa, também portadora de diabetes, diz que, no começo, não precisava tomar a insulina. Esta só foi introduzida em seu tratamento após 10 anos. “Passei a usar porque ela não abaixava. Eu tomo insulina de manhã e à noite”, relata.

Para Maria Janete a parte mais difícil é a mudança de hábitos alimentares dos diabéticos. “Falando como diabética, digo que o tratamento é complicado. Além dos medicamentos, é necessário adaptar o modo de vida. Os alimentos indicados, diets, são de alto custo e as pessoas estão cada vez menos dispostas a largar vícios e praticar exercícios”, afirma.
Por fim, a técnica em enfermagem ressalta que, apesar de existirem pesquisas que apontam resultados animadores, a enfermidade ainda não tem cura.

VAN/Barbara Barreto, Mayara Mateus, Joyce Andrade, Ana Beatriz Moura
Foto: Júlia Dias

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