Santo Antônio tem fama de casamenteiro. FOTO/VAN: Clara Rita

É dia de Santo!

Entre milagres e lendas, a devoção popular a Santo Antônio continua forte na região

Santo Antônio tem fama de casamenteiro. FOTO/VAN: Clara Rita
Santo Antônio tem fama de casamenteiro. FOTO/VAN: Clara Rita

O mês de junho é marcado pelas comemorações em honra a São João, São Pedro e Santo Antônio. Hoje, dia 13, Santo Antônio de Pádua é lembrado por fiéis e devotos. Sabe-se pouco sobre sua origem. A data refere-se a sua morte: 13 de junho de 1231, em Pádua, Portugal. Por sua conduta de caridade em vida, Santo Antônio recebeu o título de padroeiro dos pobres, especialista em encontrar objetos perdidos, além de ser reconhecido como o Santo Casamenteiro.

Em São João del-Rei, é de costume realizar a trezena – que começa dia 1º de junho e se estende até o dia da comemoração – em honra ao Santo, na Matriz Nossa Senhora de Lourdes e também na Igrejinha de Santo Antônio, no bairro do Tejuco. A festividade é  complementada por barraquinhas e comidas típicas do período. Em Itutinga, a festa é maior, já que o santo é padroeiro da cidade. Além da trezena e das barraquinhas, há uma procissão acompanhada pelos fiéis.

A devoção dos fiéis é fundamentada na vida de Santo Antônio. Ele foi um homem de fé. De acordo com sua história, foi visto conversando com o menino Jesus, e isso o iluminava. “Santo Antônio foi um missionário de Deus, um homem de fé que pregava sua palavra”, conta Frei João.  Segundo o religioso, a crença de que é o Santo Casamenteiro é mito popular. “Santo Antônio nunca foi casado, não tem porque ser considerado o Santo Casamenteiro, ele é muito conhecido por suas orações, “o santo das orações”, explica Frei João.  

Entretanto, a fama de casamenteiro é forte. Conceição Cruz é doceira e devota de Santo Antônio. Este ano vai fazer uma simpatia para conseguir um namorado. “Vou fazer a simpatia da bacia d’água. Tenho que escrever os nomes dos possíveis pretendentes em um papel e dobrar, na véspera do dia 13, vou deixar a bacia d’água com os papéis no sereno, aquele papel com o nome que amanhecer aberto é o meu pretendente”, conta. Ela acredita fielmente que Santo Antônio é o Santo Casamenteiro e que, por sua devoção e fé, realmente encontrará um namorado.

Todos os anos, a barraquinha de Santo Antônio acontece dentro do Campus Santo Antônio da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) . Para o aluno de engenharia de produção Vinícius Augusto, as barraquinhas são uma boa oportunidade de apreciar comidas típicas, diferentes dos alimentos oferecidos na cantina. “É mais negócio comer aqui do que na cantina, os preços se diferem por pouca coisa, mas esses caldos sustentam mais como uma refeição”, conclui ele.

 

Simpatias para encontrar o amor

 

De cabeça para baixo

Nessa simpatia, coloca-se a imagem do Santo Antônio de cabeça para baixo dentro de um copo com água ou cachaça, prometendo deixá-lo nessa situação até encontrar o amado.

 

Numa fria

Pegue a imagem de Santo Antônio e coloque dentro de sua geladeira, dizendo ao Santo que ele só sairá de lá se você conseguir um namorado. Se o Santo demorar para atender seu pedido, tenha uma nova conversa com ele e diga que o colocará no congelador até encontrar a pessoa que procura.

 

Sem o menino Jesus

Pegue a imagem de Santo Antônio, tire o menino Jesus de seu colo e vire-o para a parede. Prometa devolver o que lhe foi tomado assim que conseguir um namorado.

 

Sete rosas

No dia de Santo Antônio (13/6), coloque sete rosas em um vaso que deve estar em frente a uma imagem do Santo Casamenteiro. Reze para ele, pedindo um novo amor. Quando as pétalas secarem, leve-as para uma igreja onde são realizados muitos casamentos.

 

Porta do amor

Abra a porta da frente de casa para que Santo Antônio permita a entrada de alguém especial na sua vida, dizendo: “Santo Antônio, protetor dos namorados, faça chegar até mim aquele que anda sozinho e que em minha companhia será feliz.” Você pode ainda acender uma vela rosa de qualquer tamanho, em um pires com mel, e pedir a Arcanjo Haniel a verdadeira realização afetiva.

 

TEXTO/VAN: Clara Rita

COLABORAÇÃO: Camille Gallo

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