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Edu – Educomunicadores

O que é a Educomunicação?

A Educomunicação é um processo baseado no dialogo e na não hierarquia na sala de aula, buscando reduzir a evasão e promover o uso dos meios de comunicação para ampliar a capacidade de expressão e comprometimento social do indivíduo.

A partir da Educomunicação, os meios de comunicação começam a ser utilizados também pelas instituições de ensino, alunos e professores, tanto para desenvolver o processo ensino-aprendizagem,  quanto para atuar a comunidade em geral.

Levando práticas educomunicativas para a Escola Estadual Dr. Garcia de Lima por meio do projeto Reinventando o Ensino Médio, os alunos passam a ter conhecimento básico das práticas jornalísicas e de produção de conteúdo.  Assim, a interação dos campos de educação e dos canais midiáticos potencializam a formação crítica dos alunos, levando-os a novas experiências.


Garcia de Lima sedia a primeira versão do projeto Reinventando o Ensino Médio

A E.E. Dr. Garcia de Lima recebe o piloto do projeto Reinventando o Ensino Médio, na cidade de São João del-Rei. A iniciativa da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais  tem como intuito repensar o Ensino Médio nas escolas estaduais mineiras e propõe um currículo mais integrado com o mercado de trabalho. Além das disciplinas tradicionais, os estudantes poderão escolher uma  entre três opções voltadas para áreas de empregabilidade. Essas disciplinas não são profissionalizantes, mas reforçam a base de raciocínio e aprendizagem dos estudantes, aumentando a perspectiva para atuação no mercado de trabalho.

Inicialmente implantado, em 2012, em 11 escolas de Belo Horizonte o projeto foi ampliado, atingindo 122 escolas em todas as regiões de Minas Gerais. A estimativa é de que no próximo ano o projeto chegue a 2.164 escolas de do Estado.

Conheça os teóricos fundadores da Educomunicação:

      Paulo Freire – O Homem e o Educador

Apesar de grande parte da produção de Paulo Freire ser voltada para a educação, o autor contrubuiu de maneira expressiva para os estudos e prática da comunicação, em especial na área da educomunicação.

Entendendo a educação como uma atividade que depende diretamente do ato comunicativo para efetivar a construção do conhecimento, o pensamento pedagógico de Freire teve grande influência sobre a formação da comunicação popular comunitária que, por sua vez, tem ascensão sobre a educomunicação.

O legado de Paulo Freire vai desde teorias a práticas transdisciplinares que buscam o diálogo capaz de despertar o desenvolvimento de um sujeito consciente do seu papel na sociedade para a construção de um mundo melhor. Como educador, Freire passou a ter grande repercussão nos anos 1960, ao desenvolver um projeto de alfabetização de trabalhadores rurais no Nordeste.

Nascido em 19 de setembro de 1921 na cidade do Recife, no seio de uma família de classe média, vivenciou desde pequeno a pobreza e a fome, durante a depressão de 1929. Dedicou sua vida a compreender a educação como um instrumento de transformação social. Educador, sendo um dos grandes pensadores da pedagogia mundial, Freire é autor, dentre outros, da Pedagogia do Oprimido, um diferente método de alfabetização que abrange não somente o fato de ler, mas tambem a visão de mundo do alfabetizado, estabelecendo um diálogo horizontal entre professor e aluno.

Aline Margotti, Raquel Lopes e Samuel Rabay

                               
      
                                                             
                                                                                 Celéstin Freinet

Alguns pensadores do século XX contribuíram para formar nossa consciência enquanto educadores e comunicadores. Dentre estes, podemos nos lembrar de Celéstin Freinet, um pedagogo francês que revolucionou o campo da educação e propôs uma nova postura na forma de agir desse campo.
Indignado com as escolas de seu tempo, sempre alienadas da vida familiar,  a serviço apenas das elites e que prezavam a acumulação estéril de informações, Freinet propôs um novo modelo.  Para ele, o trabalho e a cooperação devem estar em primeiro plano e seu objetivo declarado era criar uma “escola do povo”. Neste sentido, teve importante contribuição para aproximar as práticas de ensino e o campo da comunicação social, que antes exerciam funções isoladas. A educação se destinava à transmissão do “saber”, enquanto a comunicação difundia as informações.
Freinet idealizou práticas educacionais, tais como: as aulas-passeio, a correspondência entre escolas, os jornais de classe, o texto livre, o contato frequente com os pais, os planos de trabalho e também a troca de saberes entre as instituições de ensino e entre professores e alunos.
Para ele, a atividade é o que orienta a prática escolar e o objetivo final da educação é formar cidadãos críticos capazes de dominar e transformar o meio-social no qual vivem. Freinet propõe ainda que um dos deveres do professor é criar uma atmosfera que preze a educação e o esforço dos alunos na escola, de modo a estimulá-los a fazer experiências, procurar respostas para suas necessidades, indagações e problemas, de forma conjunta com os colegas e buscando no professor alguém que organize o trabalho, colocando professor e aluno no mesmo nível de igualdade.
VAN/Mayra Coimbra; Nara Nunes; Sarah Rios
Néstor García Canclini

Néstor García Canclini considera o consumo uma das principais características da cultura contemporânea. Extingue as fronteiras entre massivo, popular e culto, o que denominou de cultura híbrida, dando um novo (ou outro) sentido à noção de globalização, surgindo novas formas de identidade cultural. Para investigar esta cultura híbrida, Canclini utiliza um enfoque que resulta da combinação da antropologia com a sociologia, da arte com os estudos das comunicações.

De acordo com o antropólogo, são três os motivos que levaram a esta cultura híbrida: variedade cultural, que resulta da queda da hegemonia; disseminação de gêneros impuros, como na música, por exemplo; e a desterritorialização, que parte da ideia de território como  espaço de estabilidade e organização, sendo desterritorializar uma ação que busca descobrir novas ideias além das previstas.

Uma obra bem conhecida do autor é “Consumidores e cidadãos”, em que reflete sobre o consumo como um processo sociocultural que abrange a apropriação e o uso dos produtos.

Canclini propõe em “Estrangeiros da Tecnologia e da Cultura” analisar de forma interdisciplinar o impacto das mudanças tecnológicas na cultura e nas relações sociais. As antigas formas de migrações criam uma relação intercultural entre os agentes através de presença física. Hoje, com os avanços tecnológicos, a troca entre culturas criou caminhos diferentes. “Uma das chaves para se perceber o que a comunicação chama de migração do analógico para o digital, ou seja, a experiência de estranhamento que nós, adultos, sentimos diante de um jovem nativo das novas tecnologias”. Canclini explica que este sentimento de estrangeiridade tecnológica ocorre nas culturas atuais, deixando parte da sociedade alheia ao conhecimento e criando uma nova hierarquia na educação.

Considerado um dos principais investigadores da comunicação, cultura e sociologia da América Latina, o argentino foca seu trabalho na pós-modernidade e na cultura. Estudou filosofia, sendo que atualmente é professor universitário no México