Em Ritápolis, recursos para a saúde não são suficientes, diz secretária

      A saúde pública, tema da Campanha da Fraternidade (CF) no ano de 2012, é um problema de âmbito nacional, que vem sofrendo melhorias a passos lentos na região Campos das Vertentes. O tema da CF, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), busca debater os problemas que afetam o nosso sistema público de saúde, que persistem há um longo tempo. Na cidade de Ritápolis, a demanda na área da saúde não vem sendo atendida da forma ideal, mas de acordo com Maria das Mêrces de Resende Mafra, secretária municipal de saúde, o setor recebe investimentos e caminha bem, quando comparado aos grandes centros e até mesmo a outras cidades da região.
      Segundo o último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2010, o município de Ritápolis conta com 4921 habitantes, com renda per capita de um salário mínimo. A “cidade de aposentados”, que conta ainda com um alto índice de analfabetismo, é bem assistida de recursos mínimos de saúde.
      Atualmente, a população dispõe de seis médicos, que atendem na Unidade Básica de Saúde da cidade e no PSF (Plano de Saúde da Família), dentre eles um ginecologista, um dermatologista, um pediatra, um infectologista e dois clínicos gerais. Um problema, percebido também em outras cidades da região, são os plantões noturnos, que acontecem apenas de quinze em quinze dias. Quando o quadro de saúde de algum paciente se agrava, a Secretaria de Saúde é responsável por removê-lo com urgência até a UPA (Unidade Básica de Saúde), de São João del-Rei. “Atualmente é impossível dizer que estamos suficientemente munidos de recursos para a saúde pública de Ritápolis, mas ainda assim, contamos com verbas superiores ao que determina a legislação”, declara Mafra.
      O sistema de saúde pública de Ritápolis, como em outros municípios vizinhos, é sustido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que mantém uma farmácia básica bem ampla. Além disso, é oferecido também o plano de saúde Cisver, que consiste em um consórcio regional de saúde, em que todos os municípios envolvidos contribuem, com sede em São João del-Rei. Ritápolis disponibiliza pelo convênio exames como tomografia, teste ergométrico, oftalmologista, dentre outros.
      A comodidade fornecida pelos tantos avanços tecnológicos é positiva, mas também tem seu lado negativo, ao passo que a população tem levado uma vida muito ociosa. A secretária de saúde adverte que a melhor forma de cuidar da saúde é a assistência preventiva, área que deveria receber maior atenção e investimentos. É extremamente importante cuidar do próprio corpo, fazendo uma boa alimentação, ingerindo muito líquido, dentre outras prevenções, e ainda sim explorar os recursos médicos que nos é oferecido.

      Reportagem e fotos: Rhafaela Resende.

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