No primeiro ano a frente do Figueirense, Beto tem tido seu trabalho bastante elogiado

Entrevista com Beto: ex jogador e treinador da equipe júnior do Figueirense

Mais conhecido como Beto, o atual treinador do Figueirense sub-20, Luiz Alberto de Sousa foi um dos jogadores são-joanenses com maior êxito em sua carreira profissional. Apesar de não possuir uma galeria enorme de troféus, conquistou um título muito expressivo: O campeonato mineiro de 2005 pelo Ipatinga.

De volta a sua cidade natal, Beto agora comanda o desafio de treinar os garotos da cidade que buscam se afirmar como grandes jogadores e alçar voo no cenário do futebol.



Como você começou no ofício de treinador?

Eu sou ex-atleta. Comecei a jogar com 14 anos, quando eu saí daqui de São João. Aí quando eu voltei em 2015, já entrei na área como treinador do “amador” do Athletic, nós fomos até campeão do amador com uma equipe sub 20. Em 2015 fui contratado para dirigir a categoria de base, agora em 2016 e em 2017 eu me transferi aqui pro Social e venho dirigindo o sub 20 do Figueirense.

Como foi a sua vida como atleta de futebol?

Eu saí daqui com 14 anos, fiquei 6 anos no Cruzeiro, joguei no Corinthians, fui campeão mineiro pelo Ipatinga em 2005, joguei no Paulista de Jundiaí, no Atlético Paranaense, ABC de Natal, Tupi, Joinville, Tombense e outros clubes mais. (Risos)

Você jogava em qual posição?

Eu era meia esquerdo e lateral esquerdo.

Você recebe para exercer o cargo?

Recebo. Nós somos funcionários da ALCCA, somos remunerados sim. Consigo me manter com esse dinheiro.

Você chegou ao Figueirense depois de passar pelo Athletic. Como você avalia a estrutura do time?

Vir para aqui foi uma opção mesmo, não tenho nada a reclamar do Athletic. Aqui eu tenho amigos de infância, alguns que jogaram comigo. Então era uma oportunidade que eu vi de crescimento e mesmo de ambiente de trabalho e estou muito satisfeito com o que tenho encontrado aqui e sei que daqui para a frente ainda tem muito a melhorar.

Qual a diferença de trabalhar com o elenco Sub 20 em relação a outras categorias?

Eu fui treinador do Sub-17 lá no Athletic, mas eu prefiro lidar com o sub 20 porque como eu tive a experiência jogando, então eu passei por vários treinadores, principalmente no profissional. Então sei como é a cobrança, então eu procuro passar pra eles como é a cobrança de um ambiente mais profissional, o mais próximo disso para que daqui os jogadores já estejam prontos para irem para grandes equipes.

 

Como é a rotina de treinos?

A gente treina uma vez por dia, na maioria das vezes pela manhã e eles fazem academia à tarde, três vezes na semana.

 

Quais são os pontos positivos e negativos de ser treinador?

 

O positivo é que estou no ambiente de trabalho que eu sempre estive que é o futebol. Tenho gostado demais da função, achei que não ia me adaptar tão rápido ao papel de treinador como me adaptei. O negativo é que você não pode entrar lá no campo para resolver, como eu poderia fazer quando era atleta profissional.

 

Como é a relação do time com a cidade e com a imprensa local ?

 

Isso é tudo novidade, porque a cidade ficou muito tempo sem ter a categoria júnior. Ano passado o Athletic entrou comigo como treinador e, este ano, já teve um clássico da cidade. E eu creio que esse clássico mexeu muito com todo mundo, envolveu muita gente de criança até idosos e isso é muito bom. Esse clima transmite uma energia muito boa, a semana do jogo entre os dois times foi uma semana excelente de trabalho. O meu grupo treina com muita vontade, mas para esse jogo eles estavam treinando com mais vontade ainda. E eu, por ser da cidade, fico mais satisfeito ainda porque é bom ver o crescimento da cidade, do futebol da cidade e é bom ver que a imprensa da cidade também tem se empolgado.

 

Qual o treinador de futebol te inspira?

 

Eu trabalhei muito tempo com o Ney Franco e muitas coisas que ele utilizava, eu tirei dele. Mas não foi só ele, eu também soube aproveitar muito o Felipão, que me subiu para o profissional, o Vagner Manicini também e outros mais. Tem grandes treinadores no futebol que eu pude trabalhar, mas tiveram alguns ruins também. (Risos)

 

Quais as principais dificuldades de se treinar no futebol amador?

 

Eu não procuro dar muita ênfase as dificuldades não porque em qualquer clube que se trabalha irão haver dificuldades. Então se eu for parar para pensar nos problemas eu não vou dar sequência no trabalho. Eu procuro olhar apenas o lado positivo e passar isso para os atletas para que eles gostem e se sintam bem no seu ambiente de trabalho.

 

Você possui a aspiração de trabalhar em uma equipe profissional?

 

Com certeza. Tenho me preparado para isso, já fiz o curso do CREF, fiz também outros cursos direcionados a categoria de base e  ao profissional e pretendo ir longe na carreira. Mas para isso eu dependo de resultados, o futebol hoje em dia é resultado. Sei que vai acontecer na hora exata.

 

Como é que você vê a estrutura dos campeonatos que você já participou?

 

Em qualquer lugar que se trabalhe tem as dificuldades. Por ser base e amador é complicado. Aqui é o primeiro ano que se trabalha com a categoria sub-20, então começou da estaca zero, mas tínhamos mais dificuldades em janeiro do que temos hoje. Muita coisa já foi superada e sabemos que ainda vai melhorar mais. Nossa comissão faz um excelente trabalho e a gente sabe que estamos sempre dando um passo para frente

 

Texto/VAN: Marcos Coelho

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