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#EVU – O dilema, república, pensionato ou “carreira solo”?

Universidade, cidade diferente,
pessoas novas e uma dúvida, onde morar? Um dos dilemas dos jovens após a
aprovação em um vestibular é mesmo decidir onde estabelecer morada, podendo
optar, em geral, entre república, um pensionato ou mesmo a possibilidade de
morar sozinho.
Pensionatos
Os pensionatos se destacam
por serem lugares regrados já estruturados com espaço alugado para os
moradores. Nesses casos há regras de conservação, manutenção e comportamento para
inquilinos que não necessariamente se conhecem e passam a conviver juntos em
contrapartida à tranquilidade de não precisar comprar móveis e alegadamente ter
como única preocupação os estudos.
É o que diz a jovem Camilla
Correa, de 19 anos. A estudante de Psicologia explica que também buscou por
repúblicas quando chegou a São João del-Rei, onde viver em casas alugadas pelo
próprio grupo, com despesas, regras e formas de convivência autônomas custa, em
média, R$400.
No entanto, foi em um
pensionato – com valor um pouco mais alto – que se sentiu mais confortável. Segundo
ela, o que mais gostou no pensionato foi a recepção das meninas com quem hoje
mora. Para a graduanda, isso pesou para se adaptar melhor à nova rotina principalmente
pelo fato de que todas as outras moradoras estavam, na época, passando pela
mesma fase de vida que ela. “A experiência é boa. A gente chega meio perdida e
a pensão se torna um lugar acolhedor”, garante.
Os valores de pensionatos em
São João variam de acordo com as comodidades oferecidas. Em lugares onde é
servido somente o café da manhã as mensalidades variam entre R$420 (para quartos
divididos) e R$500 (em acomodações individuais). Nas casas em que o almoço é
incluindo entre as facilidades o total pago pode chegar a R$630.
 
Independência
x República
O recém formado em Ciências
Econômicas Walace de Souza, 23 anos, tem mais do que a experiência de formatura
para contar. Na trajetória em São João del-Rei, ele conheceu a realidade tanto
da “carreira solo”, morando sozinho; quanto a da vivência em repúblicas.
Ele conta que quando chegou
à cidade histórica procurou as melhores opções pensando no financeiro e na comodidade
de morar próximo ao campus em que
estudaria. Exatamente por isso, Souza lembra que durante sei meses foi mais
viável morar sozinho em uma kitnet. “Com as pesquisas de preço, qualidade dos
locais de moradia e a distância do campus
Santo Antônio, preferi morar sozinho”.
Hoje, no município-sede da
UFSJ, espaços menores, com três cômodos, são alugados por em média R$400. Em
alguns casos, taxas de água, luz e internet já estão inclusos no valor. Mas o
total, somado a investimentos em alimento e lazer acabam superando a opção das
repúblicas. Exatamente por isso, depois de um período, as coisas mudaram para
Souza: “Refleti muito e, devido ao tempo de curso e à aprovação de um amigo meu
que também viria para a UFSJ, decidi abrir uma república com ele”, diz em
referência a opção de convivência e divisão de contas – incluindo as de
supermercado e outros pequenos luxos – que alcançam média de R$450 em São João.
Walace pontuou, porém, que
na vida nova um dos maiores problemas enfrentados na república foi conviver com
os hábitos e costumes das outras pessoas com quem morava. Tudo isso sem deixar
de frisar que, por outro lado, a situação lhe ensinou a lidar com diferenças.

 

E você? Como vive? O que
pesou na hora de decidir onde morar até o fim da faculdade? Deixe seus
comentários!Texto: Carol Colombi/ VAN

* #EVU – O Especial Vida Universitária é resultado de uma oficina de texto dada pela jornalista Mariane Fonseca para integrantes da Vertentes Agência de notícias e sairá às segundas-feiras até 16/02/2015.

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