Falta de saneamento básico causa prejuízos a Ritápolis

A falta de saneamento básico em Ritápolis tem causado problemas ao município e aos moradores. Exemplo disso são os lençóis freáticos, que já estão comprometidos por contaminação devido à presença de fossas negras em toda a cidade.

Insatisfeitos, moradores da região têm recorrido a denúncias e reclamações nos órgãos competentes. Para Luciana do Carmo, moradora do Conjunto Habitacional (COHAB), o descaso das autoridades com o saneamento básico pode gerar prejuízos à saúde por conta do contato com dejetos expostos. “A dificuldade para esvaziar as fossas sépticas aqui da COHAB é tremenda. Temos que fazer solicitações constantes na prefeitura, que sempre responde com alguma desculpa para não executar o serviço. É muita falta de comprometimento”, completa a moradora.

Os prejuízos ambientais são igualmente sérios, uma vez que a água contaminada da cidade é utilizada para consumo doméstico, como é o caso das cisternas, presentes em boa parte das casas da cidade, bem como das fontes (bicas). “A água dos lençóis freáticos de Ritápolis não é própria para consumo humano. A contaminação já foi detectada em várias análises, que mostraram a presença de coliformes fecais na água, até mesmo depois de filtrada”, relata Adriano Serpa, funcionário da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA).

A prefeitura de Ritápolis, através de uma nota pelo facebook, explicou que  obras estão sendo feitas próximo a COHAB afim de consertar o local por onde passam “esgoto” e águas pluviais, visto que, todas as manilhas foram obstruídas devido a falta de nível. 

Ainda na nota, a Prefeitura publicou que o Prefeito Marcus Gimenez participou de entrevista técnica na sede da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), em Belo Horizonte, para apresentação final do projeto de esgotamento sanitário, tornando-se, assim, mais próxima a possibilidade de conseguir recursos para a construção da rede de tratamento e da rede de esgoto do município.

A obra

O projeto de aplicação de saneamento básico já passou por três vezes pela Câmara dos Vereadores, mas não foi aprovado.  O presidente da Câmara Lucimar Santos explica que estão aguardando o retorno do projeto para, enfim, tentar a aprovação do mesmo. “Estamos aguardando as novas negociações do atual executivo para que consiga recursos e assim tornar possível a aprovação desse importante projeto”, conclui. 

VAN/Rhafaela Resende
Foto: Divulgação

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