Feira Cultural aquece o comércio de artesanato em Lavras

      Um espaço para a divulgação da cultura local e geração de renda para aqueles que desenvolvem trabalhos manuais. Esta é a proposta da Feira Cultural, organizada pela Associação Lavrense dos Artesãos e Arte Culinária (ALAAC) que acontece todos os domingos, há 11 anos, na Praça Dr. Augusto Silva no centro de Lavras.
      Nos últimos anos, a Feira vem se consolidando como uma importante atividade para a economia da cidade. Bordados, pinturas, bijouterias e até produtos culinários atraem consumidores e apreciadores do artesanato local. No aspecto comercial, os feirantes demonstram estar bastante satisfeitos, como relata Ivan Rezende que há 10 anos se aposentou e encontrou no artesanato uma nova fonte de renda. “Eu era motorista de caminhão. Quando aposentei, minha esposa me ensinou a fazer artesanato comecei a produzir e agora ganho uma renda danada com isto.” Ivan produz cestos de material reciclado, não gasta nada com matéria prima e vende cada cesto por R$10,00. O aposentado já exportou seu trabalho para países como Rússia e EUA.
       O sucesso da Feira é definido pelo presidente da associação, Agnaldo José de Souza, como fruto de muito trabalho. Souza ressalta também, que tem planos ambiciosos para a cidade, como o de montar uma regional de artesanato em Lavras. “O artesanato me deu outra perspectiva de vida. Eu trabalhava em uma empresa de ônibus até o dia em que aprendi a trabalhar com biscuit. Descobri no artesanato uma outra forma de ganhar dinheiro” comemora.
Economia Solidária
       A ALAAC é vinculada a importantes associações de artesãos do sul de minas e da região das Vertentes e atualmente conta com 86 associados e possui uma lista de espera com mais de 250 nomes. Além de receber subsídio do governo municipal e cobrar uma taxa de R$15 por mês de seus membros, a ALAAC participa do projeto Economia Solidária da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) ,que ajuda pequenos artistas a organizarem suas vidas e viverem de seu trabalho.
      O projeto, como explica o professor de economia da CENAP, Dimitri Toledo, é uma alternativa econômica para este modelo capitalista atual. “ A economia solidária vem se desenvolvendo, sobretudo ao proporcionar mudanças culturais significativas nas relações de trabalho tradicionais, promovendo a emancipação de grupos até então excluídos, tornando cada vez mais freqüente o surgimento de empreendimentos autogestionários e solidários. Esses empreendimentos estão intimamente relacionados ao movimento cooperativista e possuem como princípios básicos a propriedade coletiva ou associada e o direito à liberdade individual”.

      Reportagem: Jessé Silva e Danúbia Gleisser. 

      Foto: Jessé Silva.
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