Filarmônica leva música clássica de alto nível para a região

“[Apresentar-se em São João del–Rei] é especial, pela tradição musical, as quatro orquestras, a formação de músicos pela universidade, concursos de música e o conservatório, que fazem com que a cidade se torne um polo dentro do estado, com um viés educativo musical muito grande”, é o que afirma o maestro Marcos Arakaki, da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, em recente turnê por São João del-Rei.

O regente pontua que o concerto, que foi realizado também em Barroso e Tiradentes, é uma oportunidade de a região estar em contato com a música erudita, “no mesmo nível que a gente tem tocado em São Paulo, no Rio de Janeiro, Campos do Jordão, Buenos Aires, Córdoba, Rosário e Montevidéu”, salienta.

Criada em 2008, a Filarmônica é uma iniciativa do governo do estado com o propósito de inserir Minas Gerais no circuito nacional e internacional, por meio da difusão da música sinfônica brasileira e universal. Diomar Silveira, diretor presidente do Instituto Cultural Filarmônica, afirma que ainda não foi possível realizar um concerto aberto em São João del-Rei, o que possibilitaria que o público “entendesse a filarmônica com toda a sua grandiosidade”.

“A música é muito comovente, ainda mais com o clima de Semana Santa”, comenta o servidor público Nicolau (47), que elogia a organização do evento, do qual participou pela primeira vez.

A estudante de agronomia Sara (19) esteve presente nas duas vezes em que a Orquestra se apresentou na cidade e afirma ser de grande relevância que a população em geral tenha maior contato com essa cultura musical. Segundo ela, “mesmo que não se aprofunde tanto, [assistir] a um concerto como esse” é muito interessante.

Dentre as execuções do concerto, uma composição do músico natural de Prados Joaquim Paulo de Souza (1780 – 1842) chamou especial atenção dos espectadores da região.

Texto: VAN/João Vitor, Humberto Lanna, e Leonardo Duque

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