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Hemominas de São João del-Rei faz campanha para doações

O tipo sanguíneo mais raro é o O-, presente em apenas em 4% da população mundial e que tem maior demanda por se tratar de doador universal, utilizado em emergências.

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Banco de Imagens
No dia 14 de junho foi comemorado o Dia Mundial do Doador de sangue. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2004, com o objetivo de homenagear e agradecer a todos os doadores que ajudam a salvar vidas diariamente. No mesmo dia comemora-se também o aniversário de Karl Landsteiner, responsável pela descoberta do sistema de grupos de sangue ABO e o fator RH. Nesse cenário, o Hemominas de São João del-Rei usou de mídias como Tv e rádio para agradecer e homenagear  os doadores e, também, fazer uma campanha incentivando  a participação daqueles que ainda não são.

Mundialmente foi criado o “Junho Vermelho” que tem por objetivo a conscientização sobre a importância da doação de sangue, o que vem sendo uma preocupação constante. A recomendação da OMS é de que, no mínimo, 5% da população seja doadora. Outrora, no Brasil, essa porcentagem não chega a 2%  de doadores efetivos.

A idade para a doação de sangue é dos 16 até 68 anos, 11 meses e 29 dias, antes de completar 69 anos. Contudo, a pessoa que tem 16 e 17 anos de idade, por ser menor, deve apresentar um requerimento específico que existe no site do hemominas (hemominas.mg.gov.br). É necessário a apresentação do formulário assinado pelo responsável, além do xerox da identidade do assinante.  

A captadora do Hemominas de São João del-Rei, Elizabeth José dos Santos, explica que aqueles  acima dos 60 anos não poderão doar se for pela primeira vez: “O Hemominas precisa de doador, mas a gente usa muito a precaução em relação a doação. Por não sabermos qual  reação o copo poderá ter, é preferível que a pessoa não doe, evitando maiores problemas.” É importante salientar que sendo um doador frequente, a pessoa poderá doar até os 69 anos de idade.

A estudante Emanuely Ferreira (19) conta que resolveu tornar-se doadora devido a influência do pai que sempre fez doações. “Mesmo sendo um ato pequeno, mudou completamente a minha vida. A sensação de ajudar o próximo é muito gratificante”. Ela ainda conta sobre as dificuldades de encontrar um doador. “O familiar de uma amiga precisou de doações e pude presenciar o quão difícil é conseguir doadores dentro dos requisitos, dispostos a doar”. Já Larissa Viana (21), estudante, conta que doou apenas uma vez, mas que pretende doar com mais frequência. “Percebi que é muito mais simples e rápido do que pensei. Um ato que nada custou pra mim e que vale muito para as pessoas que precisam”.

O processo de doação leva alguns minutos e são retirados 450 ml de sangue do doador, independente se é homem ou mulher. Para isso existem alguns requisitos: É necessário que a pessoa esteja bem de saúde, pese mais de 50kg, não tenha comportamento para doenças sexualmente transmissíveis e não tenha contraído hepatite após os 11 anos de idade.  São esses os que não podem fazer doação em momento algum. Existem também os chamados com “inaptidão temporária”. São aqueles que fazem tatuagem, colocam piercing, estão gripados ou tomando algum tipo de medicamento que impede a doação  temporariamente.

O Hemonúcleo de São João del-Rei, atualmente, atende 17 municípios e 26 hospitais que abrangem toda a região de Conselheiro Lafaiete até Lavras. Para facilitar a vida dos doadores, a equipe do Hemominas de São João del-Rei, a cada dois meses vai até uma dessas cidades para fazer as coletas de sangue, as chamadas coletas externas ou coletas extras, uma maneira de conseguir mais doações.

Existe ainda o projeto “Doador do Futuro” no qual a equipe do Hemominas comparece às escolas realizando palestras. Eles trabalham com crianças de 5 anos até o ensino fundamental completo e tem por objetivo mudar o perfil dos futuros doadores, desmistificando concepções culturais e conscientizando-os para a importância de doar sangue e, assim,  salvar vidas.

Texto VAN: Yasmim Nascimento

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