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Implantação do estacionamento rotativo em São João del-Rei

Empresa de Mogi Mirim – SP venceu a licitação e iniciou serviço na segunda-feira (15). Monitores com camisetas azuis já foram identificados circulando pelo centro da cidade.

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Com o crescimento da cidade e o aumento do fluxo de carros a cada ano, encontrar uma vaga para estacionar na região central tornou-se tarefa que exige muita paciência dos motoristas. O contexto histórico de São João del-Rei pode ser um fator que contribui para essas dificuldades, já que as ruas antigas e estreitas da cidade não foram planejadas para o trânsito de veículos atuais. Por essa razão,  foi aberto pela prefeitura no ano passado o processo de licitação para implantação do estacionamento rotativo, contemplando as ruas centrais da cidade.

A empresa vencedora foi a “Central Park’’, da cidade de Mogi Mirim no interior de São Paulo, que ofereceu a melhor proposta para a prefeitura. Em entrevista, o gerente responsável pelo serviço na cidade, Mário, afirmou que São João del-Rei precisava  desse serviço devido a grande disparidade entre o número de vagas disponíveis e o fluxo elevado de veículos. A respeito da arrecadação advinda da cobrança de taxas de estacionamento, o gerente disse que 69% do lucro volta para a empresa e os 31% restantes são destinados à prefeitura que decidirá qual melhor forma de utilizar o dinheiro arrecadado.

Mário acredita que o estacionamento rotativo vai reduzir a dificuldade de encontrar uma vaga no centro da cidade. Já que, depois de atingir o limite máximo de permanência, que é de duas horas, o motorista deve remover seu carro da vaga, caso contrário ele será notificado e poderá até ser multado. Monitores identificados com camisetas azuis já estão circulando pelo centro da cidade.

O novo serviço vem causando reações controversas na população sanjoanense. Thiago Sales, estudante e morador da cidade, concorda que o rotativo pode ser uma alternativa eficaz para melhorar o trânsito no centro, porém faz algumas ressalvas. “Tem que ver como está sendo implantado, o que será feito com o dinheiro, quais pessoas serão responsáveis pela administração e se as tarifas cobradas tem preço justo, já que, mesmo pagando para estacionar em local público, a falta de segurança é a mesma’’.

Não só com a melhora no número de vagas no centro, o comércio é outro aspecto da cidade que pode se beneficiar com o serviço. Mário afirma que, devido à maior rotatividade de carros, mais clientes poderiam usufruir de lojas e supermercados. Em contrapartida, essa não é a opinião da comerciante Gláucia. Em entrevista, ela afirma que o tempo máximo de permanência de apenas duas horas é muito curto para que o cliente vá a todas as lojas pretendidas, antes que tenha que mudar o carro para outra vaga.  

Outra questão levantada pela comerciante foi em relação à falta de informação sobre as regras e de vendedores nas ruas. Segundo ela, muitas pessoas foram pegas de surpresa. Gláucia concorda que o serviço de estacionamento rotativo deveria ser implantado em São João del-Rei, porém, muitas mudanças devem ser feitas. “Deve ser todo reestruturado, eu discordo de ser uma empresa que não é da cidade que administre a prestação de serviço. E o mais importante é prestar contas para a população, mostrar para onde está indo o dinheiro. ’’

Para adquirir o ticket de estacionamento e garantir a permanência na vaga sem prejuízos, existem três opções. A primeira é a compra do ticket direto com os monitores que circulam pelas ruas do centro. Lojas físicas que se cadastraram também realizam a venda dos tickets. Elas estão identificadas com placas nas portas.  A última opção é utilizar o aplicativo “CentralPark” para smartphones, disponível nas lojas virtuais. No aplicativo, o consumidor cadastra seu cpf, cartão de créditos e placa do automóvel, criando um perfil. Com essa tecnologia, ao parar em uma vaga no centro, bastam apenas dois toques para legalizar a permanência no local por, no máximo, duas horas.

O serviço de estacionamento rotativo se mostra como a alternativa mais tangível à realidade da cidade, com o objetivo de melhorar o trânsito. Ademais, como em todo início, algumas melhorias ainda precisam ser feitas, assim como já é previsível o estranhamento da população com as mudanças repentinas.

Texto: Lucas Teixeira VAN

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