Inicia-se obra de esgotamento sanitário em São João del-Rei

O Damae recebe de 30 a 40 notas por dia da população reclamando do mau cheiro e de entupimentos no lenheiro

 

A Infracon iniciou os trabalhos para a execução da obra de esgotamento sanitário do Córrego do Lenheiro em São João del-Rei, na última segunda-feira (02). A engenheira da prefeitura, Gláucia Cantelmo, acompanhada por funcionários inicia os serviços no bairro Tejuco por meio da topografia da Rua Orlando Alves de Oliveira, primeira rua onde iniciará as intervenções. Concomitantemente ocorrerá intervenções socioambientais e da Defesa Civil no bairro Cohab.

O DAMAE – Departamento Autônomo Municipal de Água e Esgoto – e a Secretaria de Governo da Prefeitura são os responsáveis pela  administração do andamento das obras, que serão feitas pela Infracon – Engenharia e Comércio LTDA e terão como órgão fiscalizador a Consominas – Engenharia LTDA. A PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – investiu R$ 42 milhões de reais na obra, sendo que a primeira etapa, receberá R$ 32,547 milhões. Destes, a Infracon terá R$ 31,278 milhões; e o restante será utilizado para trabalho socioambiental e fiscalização.

 

 

Imagens históricas do córrego do lenheiro . – Fotos/Reprodução: Acervo Museu Regional de São João del-Rei e São João del-Rei Transparente

 

A obra está prevista para durar 24 meses e será iniciada não só no bairro Tejuco, mas também no Ribeirão. O projeto visa à construção de redes coletoras e interceptoras, sub-bacias e travessias sob a ferrovia. Na primeira etapa da obra será contruída uma estação de tratamento para o esgoto coletado dos bairros. O Diretor Operacional do Setor de Esgoto do DAMAE, Antônio José dos Santos, esclarece “O projeto de despoluição do córrego está sendo feito via prefeitura, as obras se iniciaram na Cohab essa semana e vão partir para o Lenheiro, eu vou acompanhar e orientá-los quanto à localização da nossa tubulação”

Já os programas sócio-ambientais pretendem conscientizar a população da importância do córrego e de como evitar que ele seja degradado novamente, pois apesar de ser um incômodo para a população, o Córrego do Lenheiro faz parte da vida dos cidadãos. O restaurador de móveis antigos, Raimundo Nonato Batista Lopes, 64, relembra “Na minha época, anos 60, a gente comia uns peixes do córrego e nadava”. Segundo ele, a partir dos anos 80, devido ao crescimento urbano o esgoto foi desviado para o córrego. Raimundo conta ainda que, em época de chuva, a água transborda das pontes e invade as ruas e as casas às margens do córrego.

 

Texto/VAN: Júlia Ribeiro
Foto/VAN: Leonardo Emerson
Colaboradores: Emerson William e  Kamila Amaral

Deixe uma resposta