O índice de infestação do mosquito ficou maior do que no mesmo período do ano passado.

LIRAa indica médio risco de Dengue em São João del-Rei

Divulgado ontem, resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti está acima do recomendado pelo Ministério da Saúde

O índice de infestação do mosquito ficou maior do que no mesmo período do ano passado.
O índice de infestação do mosquito ficou maior do que no mesmo período do ano passado.

Foi divulgado, ontem, o resultado do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) do ano que aponta médio risco de transmissão de Dengue em São João del-Rei. O índice calculado pelo Setor de Endemias da Secretária de Saúde ficou em 1,7%, sendo que o recomendado pelo Ministério da Saúde é até 1%.

Por ano, são realizados três edições do LIRAa. Nos outros dois levantamentos do ano, que foram realizados em janeiro e março, foram encontrados 63 e 147 focos do mosquito, respectivamente. Já no atual, foram apenas 33 focos registrados em aproximadamente 1800 imóveis avaliados nos dias 13, 14 e 15 de outubro.

Segundo Jean Vilela, coordenador do Setor de Endemias, o índice aumentou em relação ao mesmo período do ano passado: na ocasião, foram apenas 17 casos e o índice de apenas 0,7% era considerado de baixo risco. Desde o início deste ano, foram 304 notificações de suspeitas de Dengue e 109 casos confirmados.

“O LirAa tem como objetivo ter maior controle dos focos nas áreas afetadas” explica Jean. O coordenador ainda ressalta que é importante que a população faça sua parte, já que apenas dois dos focos eram em terrenos baldios e o restante em casas com moradores. “Agora é importante alertar a população para que tirem um tempo por semana para revistar os imóveis, dentro e fora de casa” afirma. “Para dar continuidade ao que eles aprendem nas visitas dos agentes, as medidas devem ser sempre tomadas” explica.

A técnica de contabilidade Margarete do Pilar, de 52 anos, relata que sempre toma os cuidados para evitar a proliferação: “Normalmente, tiro os pratinhos das plantas, as caixas d’água ficam sempre fechadas e os ralos desinfetados.” Ela diz que, infelizmente, as pessoas acabam prejudicando umas as outras: “Um exemplo claro são meus vizinhos. Do que adianta eu ser cautelosa enquanto meus vizinhos não ligam?” questiona.

É fundamental também que as pessoas estejam atentas aos sintomas, que são: febre alta com início súbito, forte dor atrás dos olhos e na cabeça, perda de apetite, náuseas, tonturas, dor no corpo e manchas na pele. Nessas situações, o médico deve ser procurado o mais rápido possível, já que, algumas vezes, esses sintomas podem ser confundidos com uma gripe forte.

Esse foi o caso do estudante universitário Lucas Figueiredo, de 23 anos, que conta que no começo achou que fosse apenas um resfriado, mas depois de ir ao médico, descobriu que era Dengue. Figueiredo conta que se sentia muito mal e levou duas semanas para se recuperar totalmente: “Depois dessa experiência, eu me conscientizei do perigo. As pessoas sempre pensam que o perigo está longe delas, assim como eu antes” frisa o estudante. 

TEXTO/VAN: ELAINE MACIEL

FOTO: DIVULGAÇÃO

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