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“Literatura é liberdade” Festival de Literatura traz novos olhares

Evento teve sua abertura através da perspectiva do escritor Ignácio de Loyola

O Festival de Literatura de São João del-Rei e Tiradentes começou nesta quinta-feira (24) no Centro Cultural Feminino em São João. Na sua décima edição, o Felit homenageou o escritor e jornalista Ignácio de Loyola, contando com a presença de dezenas de pessoas. A abertura teve início com a fala de três participantes dos eventos anteriores e uma do atual. Cada um, relatando suas experiências e sentimentos pelo Felit, de forma simples e emocionada.

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A emoção foi ainda maior para Loyola, que só descobriu que seria homenageado no momento de chegada no festival. “Eu sou muito tímido, não parece, mas sou”, comenta o escritor sorrindo. “Eu não me sinto tão digno de tanta homenagem. Acho que esse é o meu trabalho. É o que gosto de fazer. Só isso”. Ignácio de Loyola, 80, é cronista do Estadão e escritor de mais de 44 livros, contos e romances. Na abertura do Festival, Loyola deu o que costuma chamar de ‘roda de conversa’. Sua palestra, bastante informal, trouxe divagações sobre sua vida – passado e presente -, experiências de todos os tipos. Conseguindo costurar, para uma plateia atenta, suas reflexões sobre a vida com o fazer literário do processo de escrita. Loyola também falou sobre a importância de manter e incentivar um Festival de Literatura como o Felit. “Os professores deveriam se empenhar também na participação do projeto. É preciso que isso aconteça para que se forme um leitor. Pessoas que se acostumem com o universo dos livros.” O escritor deu uma sessão de autógrafos após a palestra, no espaço Grenat Eventos.

O Felit também é um espaço de possibilidades para as pessoas que estão adentrando no mundo dos escritores. Lucas Lisboa, aproveita a oportunidade para lançar seu segundo livro Diário de Bordo – Poeta Sobre Trilhos. Este conta a história de suas experiências feitas através do projeto Despertando Leitores, no qual Lucas narra as reações das pessoas ao receber livretos de poesias no metrô do Rio de Janeiro. O autor ainda dispõe da parceria da Poeme-se, que também está presente no Festival. “Eu acho muito importante o Felit para que meu livro chegue em lugares que eu não chegaria sozinho. Eu não chegaria na comunidade de São João sem essa feira por trás de mim”, explica Lucas.

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O evento que mobiliza anualmente dezenas de pessoas, não fez diferente esse ano. Para Maria Lúcia de Campos, moradora de São João, é a primeira vez que participa do evento, mesmo já sabendo de sua existência. Ela destaca que a 10º edição deste ano, trouxe um grande contador de histórias que fez com grande habilidade o tempo passar e que pode relembrar através de sua palestra, os livros que lera do autor.

Já Alzira Agostini, gestora sócio cultural, se sentiu surpresa pela tocante palestra de Ignácio. Para ela “Foi um presente lindo que o Felit deu mais uma vez para a cidade. E a nota é 10 para os 10 anos do evento”. E sobre o autor, destaca “Achei genial, sensível, brilhante e humano, fiquei emocionada várias vezes”. Alzira ainda enaltece a grande importância cultural que o evento tem para com a cidade, ao aproximar a população da cultura, através da arte, literatura e palestra com os autores. Proporcionando uma grande diferença na vida das pessoas participantes, uma experiência inigualável e a concepção do próprio sentido da vida.

TEXTO/VAN: Beatriz Estima e Camille Gallo

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