Manifestantes em Lavras apoiam movimento nacional e reivindicam seus direitos

Na última quinta-feira, 20 de junho, manifestantes foram às ruas da cidade de Lavras para dar apoio aos protestos que estão acontecendo no Brasil. A manifestação contou com a presença de 10 a 12 mil pessoas, que saíram da Praça Dr. Jorge e caminharam em direção a Praça Dr. Augusto Silva.

De acordo com a organizadora do movimento e estudante da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Roberta Carvalho Pereira Campos, a manifestação se diferencia de região para região. “Aqui em Lavras é pela melhoria do transporte público, porque desde 2011 a gente  vem trazendo denúncias da má qualidade do serviço prestado pela Autotrans, empresa daqui. Estamos pedindo pela melhoria na qualidade do serviço, e também que eles abaixem os preços da passagem”, ressalta.

Para o professor de sociologia Rossano Botelho, a manifestação em Lavras tem três pontos principais. “A primeira coisa que essa manifestação trouxe de importante foi à solidariedade para com as outras manifestações. O segundo aspecto foi mostrar para própria população que é possível mobilizar e conseguir demandar uma alteração. O terceiro propósito foi mostrar para a classe política a nossa insatisfação”, afirma. 

 “Para Minas Gerais nós estamos reivindicando a redução na tarifa de energia, porque a gente sabe que no início desse ano o Governo Federal fez um decreto de redução de 18% da tarifa, mas o Governador Anastasia não aderiu a esse decreto. Portanto, nós estamos pagando uma energia muito cara. Além disso, nos temos o ISMS mais caro do Brasil”, conta a estudante Roberta Campos.

Segundo Juliano Santana Silva, Major Santana, a manifestação em Lavras foi pacífica, “não teve nenhuma ocorrência, todos caminharam tranquilamente sem vandalismo”.  O Major acha, que os manifestantes e a polícia estão do mesmo lado, e explica a causa das desavenças.“Os conflitos não são com os manifestantes, são com alguns que se infiltram no movimento, se passam por manifestantes, e começam a depredar o patrimônio publico. Para esses que estão depredando tem que haver a aplicação da lei”, diz o major.


VAN / Talita Souza; Fernanda Rezende
Foto: Talita Souza

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