MGRV reivindica criação de secretaria de direitos humanos

      Pleiteando a criação de uma secretaria de direitos humanos na cidade, aconteceu no dia 15 de maio, na Câmara Municipal de São João del-Rei, um pronunciamento do Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) por meio de seu líder Carlos Bem. Sob um discurso incisivo, Carlos mostrou números alarmantes da realidade sanjoanense e a importância da criação da secretaria, para atender casos específicos de racismo, homofobia, agressão a mulheres, dentre outros.
      Segundo Carlos, o movimento que inicialmente foi criado com o intuito de proteção dos direitos dos homossexuais na cidade ampliou suas atividades em 2010 para atender casos de racismo e agressão a mulheres e atualmente requer a criação de uma secretaria municipal de direitos humanos. De acordo com o ativista, é a partir da institucionalização de um órgão municipal que o governo federal liberara recursos para projetos. A criação de uma casa de passagem para mulheres que sofreram violências domésticas é um dos objetivos do movimento.
      A criação de um órgão competente na cidade é, segundo a vereadora Vera Lúcia Alfredo, de extrema importância para o desenvolvimento de São João del-Rei. A vereadora, responsável inclusive por um projeto de lei aprovado neste ano que institui o dia 06 de dezembro como o dia municipal de mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres, acredita que o essencial seria a adoção de uma política de conscientização da população em conjunto com a criação da secretaria.
      Atualmente a população conta com uma comissão de direitos humanos, formada por três vereadores, mas isso ainda não é suficiente para a demanda do município. Para a estudante Bárbara Pereira, a criação da secretaria na cidade irá facilitar a resolução de casos de preconceitos e vai conceder maior segurança para os indivíduos que sofrem esse tipo de agressão.
      Em seu pronunciamento na câmara, o MGRV anunciou um prazo para a criação da secretaria de direitos humanos, sob a pena de denunciar a prefeitura da cidade aos órgãos competentes de direitos humanos.
      Reportagem: Ana Claudia Lima.
      Foto: Isabela Fonseca.

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