Nast traz sustentabilidade às comunidades são joanenses

O Núcleo de Arte e Sustentabilidade (NAST) é um subgrupo do Grupo Transdisciplinar de Pesquisa em Arte e Sustentabilidade, projeto de extensão da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Desde 2010, atua em duas comunidades são joanenses, Araçá e Alto das Mercês, tratando de questões sobre a sustentabilidade em todas as suas vertentes: justiça social, paz, democracia, autodeterminação e qualidade de vida sob a perspectiva artística. 

Além disso, o NAST procura levar o debate sustentável para a vida comunitária através das crianças, que aprendem elementos do teatro como a expressão corporal, performance e jogos teatrais que, ao final de um ciclo, a partir de um evento espetacular, esclarecem as demandas e comportamentos daquele local. Os responsáveis pela inserção desses conceitos são alunos do curso de teatro, bolsistas ou voluntários,  chamados de arte-vivenciadores, definidos, segundo o coordenador do projeto Prof. Adilson Siqueira, como pessoas dispostas a vivenciar todos os aspectos da comunidade inserida, compartilhando e absorvendo conhecimento.

Em 2013, o NAST passou a ser desenvolvido junto ao Programa de Educação Financeira para Inclusão Socioeconômica Sustentável (PERFISS), do curso de Ciências Econômicas, com alunos do ensino médio de duas escolas públicas da região. O enfoque é  a educação financeira e o planejamento familiar. Para o “nastiano” Genilson Ferreira, unir conceitos do teatro com os da economia tem sido o atual desafio para os integrantes do grupo. “O objetivo é torná-los um só, remetendo a idéia de transdisciplinaridade para desenvolver com os adolescentes”, explica.

O próximo passo é a formação de multiplicadores e, segundo Adilson, um dos objetivos do projeto é que os arte-vivenciadores permaneçam nas comunidades por apenas algum período, capacitem os alunos para dar continuidade aos trabalhos e sigam para outras. E é o que está acontecendo no Araçá, onde os bolsistas Camila Ribeiro e Genilson Ferreira começam a capacitar as crianças que vivenciam o Nast há dois ou três anos. “É emocionante ver que eles começam a caminhar com as próprias pernas”, comenta Camila.

VAN/Mayara Mateus
Foto: Adilson Siqueira

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