Número de doadores de sangue cresce em SJDR

“Estamos derrubando tabus, fazendo com que as pessoas entendam que a doação é importante”, é o que afirma Elisabeth José dos Santos, que atua no setor de captação de sangue do Hemominas, em São João del-Rei. De acordo com a captadora, o número de doadores tem crescido muito, a partir de campanhas, realizadas durante o ano. 

Em 2012, com o incentivo às doações femininas e o trabalho junto com a própria UFSJ, o Hemominas  conseguiu manter um atendimento aos doadores voluntários muito significativo. Nesse cenário,  destaca-se o índice de doações femininas, contrariando percentuais anteriores em torno de 15% para mulheres doadoras. Prova disso é que atualmente, 45% das mulheres estão doando sangue no município. 

No ano de 2013, o número de doadores continuou aumentando, o que permitiu o fechamento do ano com resultados promissores. A expectativa é que o número de doadores cresça ainda mais em 2014. 

Embora a meta diária no hemocentro seja de 40 doações, atualmente tem ocorrido  de 25 a 30 coletas por dia, segundo informações de Elizabeth dos Santos. Entretanto, ela explica, que, “nessa época de calor e férias, acumulando provas, diminui um pouco esse fluxo [de doações]”, gerando queda no número de captações. Por isso, nessa época, “temos um percentual muito pequeno de doadores”, declara . 

O centro, que atende a Santa Casa, o Hospital das Mercês, Renoclim, a ancologia, a Neonatal e a UPA presta serviço ainda a várias outras cidades da região. De acordo com o Hemominas, o maior desafio tem sido conseguir doadores voluntários em número suficiente para atender à demanda.

Elizabeth dos Santos esclarece que o tipo sanguíneo mais utilizado é o O positivo, sendo que os tipos mais raros são os de RH negativo, em especial o O negativo, considerado doador universal, ou seja, o tipo que pode ser doado para qualquer pessoa, independentemente do seu tipo sanguíneo.

Nilo Jackson dos Santos, serralheiro, conta que doou sangue pela primeira vez para o pai de uma amiga que estava precisando. Ele afirma que pretende repetir o gesto: 
“ – Você está fazendo uma bondade para alguém que está necessitando e um dia a gente pode precisar também. Por isso a gente deve doar.”

Farmacêutico e bioquímico, além de fazer parte da equipe do Hemominas, Antônio Geraldo de Carvalho conta com orgulho que foi doador por 30 anos. “Por causa de remédios de pressão que eu passei a tomar, não pude doar mais. Mas eu doei durante 30 anos, com muita satisfação!”.

Trabalhando há 21 anos no Hemominas de São João del-Rei, Antônio de Carvalho relata  que acompanhou cada passo do desenvolvimento das tecnologias que colaboram para a elevação dos níveis de qualidade e segurança na doação de sangue. “A evolução na hemoterapia é muito grande; na parte tecnológica, é maravilhoso! Eu trabalho com muita satisfação aqui”, ressalta o bioquímico.

O atendimento no Hemominas é apenas na parte da manhã das 7h30 às 11h30.

VAN/Fernanda Rezende e Suellen Jacques
Foto: Suellen Jacques

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