Apresentação "Nos Repiques da Resistência". FOTO/VAN: Hugo Pacheco

Popularização do Teatro: ampliar a acessibilidade e as artes

Evento aconteceu entre os dias 18 e 22 de maio

Apresentação "Nos Repiques da Resistência". FOTO/VAN: Hugo Pacheco
Apresentação “Nos Repiques da Resistência”. FOTO/VAN: Hugo Pacheco

A prefeitura municipal de São João del-Rei, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo, promoveu a 2ª Semana de Popularização do Teatro e da Dança entre os dias 18 e 22 de maio. O principal objetivo da Semana é ampliar a acessibilidade a essas categorias artísticas.

Por meio de edital, foram selecionadas quatro equipes mineiras para se apresentarem durante o evento, sendo: Cia. de Dança PC & Edna, VII turma do Curso de Preparação para Atores do Teatro da Pedra, ambas de São João del-Rei, Cia. Fofocas de Teatro, de Barroso, e a Preqaria Cia. de Teatro, de Belo Horizonte. A programação também contou com espetáculo do grupo de dança contemporânea Murundum e diversos coletivos, entre eles o Coletivo Café com Birutas, que compuseram o cortejo de abertura do evento, percorrendo as ruas da cidade no dia 18 de maio.  

Com exceção do cortejo e do grupo Murundum, as apresentações aconteceram no Teatro Municipal de São João del-Rei. Tanto o público infantil quanto o adulto foram contemplados. Os preços acessíveis – R$6 (inteira) e R$3 (meia entrada) – eram um convite a toda a população.

 

Programação

Espetáculo "Incidentes em Antares" FOTO/VAN: Juliana Galhardo
Espetáculo “Incidentes em Antares” FOTO/VAN: Juliana Galhardo

A programação foi composta da seguinte forma: quarta-feira (18), às 17h, aconteceu o cortejo, com concentração no Largo do Carmo, de classificação livre; quinta-feira (19), às 20h, aconteceu o espetáculo “Vago Dez”, drama, de classificação 10 anos; sexta-feira (20), às 20h, foi a vez da apresentação de dança “Nos repiques da resistência”, classificação 12 anos; sábado (21), foram apresentados, às 10h, “Como se fosse a última…”, dança contemporânea de classificação livre, às 16h, “Incidentes em Antares”, drama de classificação livre e, às 20h, “Eram dois coveiros que se amavam”, comédia de classificação 14 anos; domingo (22), para encerrar a programação, foi apresentada a peça infantil “A princesa Gaia”, às 16h, e, às 20h, a tragicomédia “Palhaços”, de classificação 12 anos.

 

A valorização da arte

Apresentação "Nos Repiques da Resistência" FOTO/VAN: Hugo Pacheco
Apresentação “Nos Repiques da Resistência” FOTO/VAN: Hugo Pacheco

Para Kauê Rocha, integrante do grupo Murundum, o Brasil vive um momento em que a cultura do país luta para ter seus direitos respeitados. “Realizar nosso trabalho em meio a esse momento nos dá uma energia ainda maior para continuar lutando”, reflete. Júlia Dusi, integrante da VII turma do Curso de Preparação para Atores do Teatro da Pedra concorda e afirma que, atualmente, a cultura está sendo negligenciada. “Eventos como esse são atos lindos de resistência. Proporcionam a oportunidade de dizer: estamos aqui, lutando, com arte, pela cultura que dá força ao povo”, salienta.

Kauê Rocha frisou que diversos fatores levam ao desinteresse da população pelo teatro, entre eles os preços altos. De acordo com o ator, a Semana de Popularização do Teatro e da Dança oferece à população entradas extremamente acessíveis e uma enorme variedade temática, o que faz o interesse do público aumentar. Um grande ganho da campanha é fazer com que as pessoas percebam o valor do teatro e da dança produzidos na cidade, além de despertar o desejo de prestigiar e apoiar mais a arte. “Uma moça me disse, ao fim da apresentação: é, realmente, preciso ir mais ao teatro. Acredito que isso aconteça com grande parte das pessoas.”

 

A adesão do público

A assessoria da Semana de Popularização do Teatro e da Dança declarou que, apesar de o evento ter contado com mais de 70 artistas, a adesão do público, na maior parte universitários, poderia ter sido mais significativa. A presença do público universitário já era esperada, entretanto, a expectativa era de que a participação da população crescesse em relação à edição anterior, o que não aconteceu. Contudo, a assessoria afirmou que o objetivo de trazer um público diferente ao teatro foi cumprido, mesmo que em pequena escala. Crianças, idosos e pessoas que nunca haviam tido a oportunidade de assistir a uma apresentação teatral estiveram presentes.

Claudinéia Oliveira, que prestigiou a última apresentação do evento, “Palhaços”, fala sobre a importância da iniciativa. “Além de ser algo que engrandece a todos, foi muito acessível, deveria acontecer mais vezes.” Já Felipe Dias de Souza, que atuou e prestigiou o evento, declarou que já temia a baixa adesão do público, criticando a divulgação. “Foi muito falha, quando você quer popularizar algo, tem que chegar a quem não tem conhecimento sobre isso”, declarou. O ator também avalia as estratégias para chegar ao público. Para ele, há pessoas que não vão ao teatro por não poderem pagar, outras não frequentam por preconceito. Diante disso, o teatro de rua deveria ter sido mais explorado.

Confira mais fotos do evento:

TEXTO/ VAN: Juliana Galhardo

COLABORAÇÃO: Maria Luísa Mello e Hugo Pacheco

FOTOS: Hugo Pacheco

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