Protestos marcam visita do Papa ao Brasil

A visita do Papa Francisco ao Brasil proporcionou comoção aos fiéis. Contudo, a Jornada Mundial da Juventude  não foi composta apenas de peregrinação e oração, mas também foi marcada por protestos, levando católicos e não católicos a refletirem sobre diversos temas correntes e, muitas vezes, polêmicos.

Na segunda-feira, 22, dia em que o papa chegou ao Brasil, manifestantes ocuparam o Largo do Machado, próximo ao Palácio Guanabara, ao encontro do  Papa, bem como da presidente Dilma Rousseff e do governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O movimento a favor dos direitos dos homossexuais promoveu, em apoio à diversidade sexual, o “beijaço” LGBT,  marcando também a passagem do Papa pelo centro do Rio.  

Por outro lado, na sexta-feira, 26, durante outro protesto, um grupo destruiu parte da barreira de proteção próxima ao palco, na Praia de Copacabana, com a finalidade de chegar até a faixa de areia. Houve reação da Força Nacional, que  fez uma barreira de proteção e impediu a passagem. 

Minutos depois, o grupo conseguiu furar o bloqueio e se aproximar do local onde se encontravam os jornalistas. Em seguida, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra uma emissora de televisão, de forma que a Força Nacional novamente interviu, fazendo um cordão de isolamento.

No sábado, 23, mais um protesto se destacou durante a JMJ. Antes do início da Marcha das Vadias – movimento feito por feministas que buscam a igualdade de gênero – um grupo exaltado quebrou imagens de santos, enquanto empunhavam cartazes com frases antirreligiosas. 

Entretanto, a Marcha das Vadias seguiu caminhada até a praia de Ipanema, evitando uma aproximação com os fiéis, para que não houvesse maiores enfrentamentos. Com corpos pintados, seios à mostra e cartazes, o movimento reivindicava os direitos das mulheres, a legalização do aborto, bem como a igualdade de gênero. A Marcha das Vadias também contou com o apoio do movimento LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros.

Apesar de os responsáveis pela Marcha das Vadias terem organizado a passeata de forma a evitar confrontos, parte dos peregrinos vaiaram e trocaram agressões verbais contra os manifestantes.

Em entrevista coletiva, a equipe VAN questionou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sobre os protestos durante a Jornada. Parafraseando o Papa Francisco, Eduardo Paes respondeu: “Entre a indiferença egoísta e os protestos violentos, sempre há uma opção possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo entre o povo – e todos somos povo -, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce quando suas diversas riquezas culturais dialogam de maneira construtiva. As manifestações são algo absolutamente normal em um país democrático”, conclui.

VAN/ Bruno Marques
Fotos: Bruno Marques

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