Quadrilhas impulsionam comércio e fazem homenagem aos 300 anos de SJDR

As comemorações dos dias de Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29) são marcantes no mês de junho. Quadrilhas, balões, fogueiras, pipoca e quentão fazem parte da festa popular. As simpatias, como a distribuição do “Pãozinho de Santo Antônio” para as moças que querem encontrar pretendentes, as comidas típicas e trajes juninos são também muito comuns.

A orientadora educacional do colégio Instituto Auxiliadora, Vera L. Cruz, afirma que “a quadrilha da escola contará com barracas de doces, caldos, canjica, pipoca, churrasco e nada de bebidas alcoólicas”. O arraial, promovido há mais de 20 anos na escola, acontece neste sábado (29) e os ingressos estão sendo vendidos por seis reais, por pessoa.

O tema deste ano comemora os 300 anos de São João del-Rei e tem como slogan “O trem bão do IA”, sendo homenageados também a Maria Fumaça, o trenzinho da cidade. “A decoração do ambiente é elaborada com materiais recicláveis e tudo é feito na própria escola”, afirma a orientadora Vera.

A realização da festa conta com o envolvimento de professores, funcionários, alunos e ex-alunos do colégio. “No dia da festa, os funcionários e os professores se envolvem com alguma atividade, seja nas barracas, com as vendas, ou no próprio ambiente da escola. Então, nesse dia está todo mundo trabalhando, os funcionários, professores e coordenadores”, ressalta.

O período junino é uma das melhores épocas também para o comércio de aluguel de trajes típicos. Natália Alves, proprietária de uma loja na cidade, declara que “o movimento começa desde a última semana de maio e as peças para o público infantil são as mais procuradas, para crianças de 2 a 10 anos”.

Os custos com aluguel de fantasias juninas variam em média de 25 a 45 reais. Algumas pessoas optam por improvisar com o que já possuem em casa. É o caso de Heloísa Monteiro, mãe de Luiz Henrique de 4 anos, que vai dançar pela primeira vez na escola. Ela declara que optou vestir seu filho com “uma calça jeans com remendos, uma camisa xadrez e uma gravatinha borboleta”.

A comerciante Valéria Santos, além de trabalhar com os empréstimos dos trajes, também faz encomendas de fantasias. “A gente faz algumas roupas aqui mesmo e algumas nós compramos para reformar. A gente também faz algumas para vender”, afirma.

Valéria, que está há 20 anos no ramo, diz que possuem “vários outros tipos de fantasias também, como estilo country e anos 60. Os períodos de melhor movimento são festas juninas e carnaval”. Já Natália Alves afirma que “eu mesma desenho e costuro as roupas e mexo apenas com trajes juninos”.

VAN / Marina Ratton; Kelly Motta; Lucas Porfírio; Stella Sampaio
Foto: Kelly Motta

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