Samba de Aline Calixto é atração do Inverno Cultural

Na última quinta-feira, 18, a cantora Aline Calixto apresentou seu show “Flor Morena”, no palco Todo lugar é aqui, do 26º Inverno Cultural.  Nos últimos anos, o Festival tem buscado trazer cada vez mais shows de samba que agradem à população. 

“Dentre as inúmeras propostas que recebemos, a gente fechou com a cantora Aline Calixto, pela questão do lançamento, da carreira e do perfil da artista”, declarou Telma Valéria de Resende, coordenadora adjunta do 26º Inverno Cultural. 

Aline Calixto falou sobre sua carreira, parcerias e influências musicais. “Quando eu gravei o meu primeiro álbum, fui convidada, na sequência, para fazer um programa chamado Som Brasil, na TV Globo. O programa foi em homenagem a Martinho da Vila. Então, eu o conheci e começamos a ter uma amizade mesmo, ficamos muito próximos e eu já até cantei no show dele”, diz.

A intérprete contou para Martinho da Vila a história de sua tataravó, e o cantor afirmou que essa mesma história poderia dar um samba. Assim, ele compôs a música. “Foi emocionante, eu mostrei para os meus pais, porque era a história da nossa família”, ressalta Aline Calixto. 

A música “Flor Morena” foi uma surpresa concedida pelos artistas Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho para a cantora. “A música foi um sucesso e virou tema de novela”, declara ela.

Acostumada a ouvir música mineira, Aline se inspira em cantores como João Bosco, Toninho Horta e Milton Nascimento. “Eu ouço tanta gente da antiga e da nova geração! Maria Betânia, por exemplo, é uma grande intérprete que eu sempre ouvi. O Martinho, o Zeca, o Arlindo e a Bete Carvalho são outros exemplos, ao lado também de Clara Nunes”, revela.

Tomás Dias, produtor musical de Aline Calixto, revela que a produção tem vários aspectos. “Começa ao receber o convite para fazer o show, com o envio das nossas necessidades, fechamento de contrato e toda a questão burocrática, até bem depois, com a parte técnica do palco, que são os equipamentos, a iluminação. Funciona assim, é um trabalho bem longo, mas é prazeroso”, afirma. 

Sobre a participação da cantora no Inverno Cultural da UFSJ pela segunda vez, Tomás ressalta que “Aline é uma artista mineira, e eu acho que tocar aqui, num evento tradicional, de graça, e em praça pública, é muito legal”. 

Paulo César Nascimento, que é professor de dança de salão, afirma: “conheci Aline Calixto através das músicas que eu separo para dar aula. Ela é maravilhosa e o samba é de ótima qualidade. Na minha escola, todo mundo já conhece e dança Aline Calixto, é uma contribuição imensa que ela dá para a nossa música e para a dança de salão. Eu só tenho elogios para Aline Calixto”.  

Fabiano Pinto, que assistiu ao show, conta que é a segunda vez em que vai a uma apresentação da cantora. “Fui ao show que ela fez no Teatro Municipal, no próprio Inverno Cultural da UFSJ e, desde então, estou sempre acompanhando. Ela fez uma participação em Som Brasil, e eu já assisti a Aline Calixto também no Programa do Jô. Escuto sempre as músicas dela, que têm um estilo totalmente brasileiro e que cativa todos em Minas Gerais e no país”, comenta o expectador.

VAN/ Marina Ratton
Foto: Tadeu Canavez

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