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Santo de casa faz milagre

Evento promove  coletividade e diversidade artística em São João del-Rei

São João del-Rei, terra do sinos, possui muitos artistas reconhecidos nacionalmente e regionalmente. A cidade abriga um histórico de intervenções e apresentações culturais no decorrer de todo o ano, como festivais e feiras. Pensando em aproximar a comunidade de seus artistas, os alunos do curso de Artes Aplicadas da Universidade Federal de São João del-Rei realizam, entre oito e dez de dezembro, uma exposição e feira de arte: A Galeria. O Salão Irmão Sol, localizado no Campus Santo Antônio da UFSJ será o local onde as obras serão apresentadas, de 9h às 12h.

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A mostra exibe trabalhos de vertentes variadas das artes, como a escultura, desenho, pintura e cerâmica. Cerca de 20 artistas estarão expondo suas obras no evento, que também contará com oficinas e apresentações musicais.  Jessica Felizardo é uma das expositoras da galeria. A expectativa da jovem é a mais positiva possível, já que será o momento em que apresentará seu trabalho à diversas pessoas. “Essa exposição coletiva pode possibilitar um diálogo entre os artistas e gerará um crescimento artístico. Além disso, proporcionará o contato com a comunidade são-joanense”, conta a artista, empolgada.

O estudante colombiano Julio Cesar Aristzabal é formado em design gráfico, e cursou três anos de Artes Plásticas na Universidade de Bellas Artes de Medellín, na Colômbia. Para ele, a proposta vai trazer uma nova forma de se fazer arte, trabalhando em conjunto. “A ideia do evento é focar na coletividade, e na diversidade. É um momento bom para mostrar o trabalho do artista, que muitas das vezes fica no anonimato”, conta.

O público também poderá apreciar o trabalho de artistas da cidade de Belo Horizonte. Esse é o caso deAngelo Arantes, um dos belorizontinos que irá expor oito fotografias documentais do Projeto “Ilha das Pipas”.  A temática das obras é o comportamento dos jovens da periferia da capital mineira. De acordo com Arantes, mesmo com a tecnologia sendo introduzida desde cedo na vida das crianças, ainda é possível trazer à tona as brincadeiras de infância. “No mundo tecnológico, voltado para as redes sociais da internet, ainda é possível encontrar jovens que se dedicam a interação através de um brinquedo rudimentar, como a pipa”, argumenta.

Além de apreciarem as obras, o público poderá adquirir os artigos de arte. Aristzabal enfatiza que as feiras de arte são locais democráticos, apresentando à comunidade o trabalho de artistas não muito conhecidos, mas possuem talento e força de vontade para levar cultura à sociedade. “Nem todos tem acesso a um museu para expor. Surgem então os espaços alternativas para se manifestar e obter reconhecimento do trabalho”.

TEXTO/VAN: Thaís Andressa

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