Em SJDR, semana comemora o Dia da Síndrome de Down

Evento aconteceu nos dias 17,18 e 19 de março e a partir deste ano, é Lei Municipal

Data faz alusão aos três cromossomos 21 que os portadores possuem - Foto: Amanda Rodrigues
Data faz alusão aos três cromossomos 21 que os portadores possuem – Foto: Amanda Rodrigues

O 21 de março, é internacionalmente tido como o Dia da Síndrome de Down, e tem o objetivo de conscientizar a população acerca da inclusão dos portadores da síndrome na sociedade e sobre o combate ao preconceito. A cidade de São João del-Rei, possui mais de quarenta famílias com portadores de Síndrome de Sown e, pelo segundo ano consecutivo, realizou no último fim de semana a campanha municipal de conscientização da inclusão.

A fonoaudióloga Lilian Santos, uma das idealizadoras do projeto, explica como o mesmo surgiu e qual sua intenção na cidade: “O que nos levou a fazer o evento foi nosso envolvimento com crianças com Síndrome de Down. É um projeto elaborado juntamente com o vereador Rodrigo Deusdedit e tem por objetivo, através de palestras e eventos, falar para a sociedade sobre a inclusão dessas crianças na escola e no mercado de trabalho e o principal : acabar de vez com o preconceito. Porque essa é a Síndrome do cromossomo do AMOR, esse cromossomo que eles tem a mais”.

Miria Flor, outra idealizadora, explica que, neste ano, a semana passou a ser Lei Municipal, “é o segundo ano que isso acontece. Ano passado foi de livre vontade, eu que organizei e neste ano é Lei Municipal (n°5.175 de 20 de agosto de 2015) e já valendo pela Lei, é o primeiro encontro de muitos que vão ter. A população ainda conhece muito pouco a respeito e a gente vê que está faltando muito ‘calor humano’. Então a finalidade, é realmente apresentar para as pessoas, o que é síndrome de down e mostrar que é a coisa mais linda que existe”.

 

Grupo EAC esteve presente animou todos que compareceram - FOTO: Amanda Rodrigues
Grupo EAC esteve presente animou todos que compareceram – FOTO: Amanda Rodrigues

O sábado, dia 19, foi reservado para ser o dia maior da semana e, em uma área reservada na Avenida Tancredo Neves, houve apresentações de judô em parceria com a academia Bauer, e atividades realizadas por jovens do grupo EAC- Encontro de Adolescentes com Cristo. Lígia Maria da Silveira, mãe de uma criança portadora da Síndrome de Down, contou  “que o evento é interessante porque ‘mistura’ as pessoas portadoras da síndrome com o restante da população, sendo uma forma de combater o preconceito” e ainda relatou que mais eventos parecidos poderia acontecer na cidade, “o que temos na cidade, ainda é muito pouco e no meu ponto de vista mais ações iriam ajudar muito na inclusão das crianças na sociedade”.

O jovem, Marcos Miguel de 19 anos é portador da Síndrome de Down e relata que é adorado por todos na cidade e ainda contou qual a importância desse evento não só para ele, mas para todas as pessoas portadoras: “ esse evento mostra que a gente deve lutar contra o preconceito, lutando com raça e garra. Eu formei o ensino médio ano passado e agora faço cursos e todos gostam muito de mim. Mais eventos deveria acontecer para mostras a nossa garra”.

 

O que é a Síndrome de Down

Os seres humanos têm, em geral, 46 cromossomos em cada uma das células de seu organismo. Esses cromossomos são recebidos pelas células embrionárias dos pais, no momento da fecundação: metade deles fornecidos pelo pai e a outra metade pela mãe.

Por alguma razão que ainda não foi cientificamente explicada, ou o óvulo feminino ou o espermatozoide masculino apresentam 24 cromossomos no lugar de 23, ou seja, um cromossomo a mais. Ao se unirem aos 23 da outra célula embrionária, somam 47. Esse cromossomo extra aparece no par número 21. Por isso a Síndrome de Down também é chamada de trissomia do 21. A síndrome é a ocorrência genética mais comum que existe, acontecendo em cerca de um a cada 700 nascimentos, independentemente de raça, país, religião ou condição econômica da família.

O Dia Internacional da Síndrome de Down, foi escolhido porque, em inglês, se escreve a data 3/21, que faz uma alusão aos três cromossomos número 21n – que as pessoas com Síndrome de Down possuem.

É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a Síndrome de Down. Não há nada que eles poderiam ter feito de diferente para evitá-la. Não é culpa de ninguém. Além disso, a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança.

As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Se você é pai ou mãe de uma pessoa com Síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançará com crescentes níveis de realização e autonomia. Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma. Em resumo, ele poderá ocupar um lugar próprio e digno na sociedade

 

TEXTO/VAN: Amanda Rodrigues; Lucas Almeida; Daniel Ubiratan, Letícia Nara

FOTOS: Amanda Rodrigues

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