Mesa foi composta por escritores de obras infanto-juvenis. FOTO: Sabrina Kelly

Termina o IX Festival de Literatura de São João del-Rei e Tiradentes

Lançamento de livros e rodas de conversas marcaram o último dia de Festival

O quarto e último dia do Festival de Literatura de São João del-Rei e Tiradentes, contou, ontem, com variada programação. No Museu Regional, o escritor José Eduardo Gonçalves lançou o livro “Ofício da Palavra” e, logo após, comandou a roda de conversa “O que querem os escritores”.

Fechando a noite, já no Teatro Municipal, aconteceu a mesa de debates “Pequenos leitores, grandes histórias” voltada para a literatura infanto-juvenil. A conversa, mediada pelo professor Roginei Paiva da Silva, recebeu o médico e escritor são-joanense Ronaldo Simões Coelho e a escritora mineira Neusa Sorrenti.

Ofício da palavra

José Eduardo Gonçalves autografou o seu livro ao final da mesa de debates. FOTO: SABRINA KELLY
José Eduardo Gonçalves autografou o seu livro ao final da mesa de debates. FOTO: Sabrina Kelly/ Veja outras fotos no link: http://goo.gl/n0eKs9

O evento no Museu Regional colocou em pauta as questões sobre a profissão escritor: as diferenças no hábito da escrita e os percalços dessa ocupação na mesa de conversa “O que querem os escritores” com o autor José Eduardo Gonçalves, realizada para  o lançamento de seu livro “Ofício da Palavra”. O público presente, que se emocionou com a sensibilidade dos depoimentos de grandes escritores como Milton Hatoum e Ferreira Gullar, reunidos no livro organizado por Gonçalves, teve a oportunidade de receber autógrafos do autor.

O livro

A obra, que recebeu o Prêmio Cecília Meireles de Melhor Livro Teórico em 2015, conta com um compilado de depoimentos de onze escritores e nasceu do projeto Ofício da Palavra, que acontece em Belo Horizonte desde 2006, no qual os autores se encontram com seu público para discutir suas influências, sua formação e o processo de criação. De acordo com José Eduardo, o livro “é um projeto para desnudar o escritor, para tirá-lo do pedestal onde ele às vezes se encontra, trazê-lo para bem próximo do público de forma que esse público possa entender e conhecer melhor esse autor e que o autor possa se revelar”.

“Pequenos leitores, grandes histórias”

Mesa foi composta por escritores de obras infanto-juvenis. FOTO: Sabrina Kelly
Mesa foi composta por escritores de obras infanto-juvenis. FOTO: Sabrina Kelly/ Veja outras fotos no link: http://goo.gl/n0eKs9

A chuva atrapalhou um pouco o acesso do público ao Teatro Municipal, mas isso não impediu que a plateia desfrutasse da prosa sobre literatura infanto-juvenil da roda de conversa com os escritores Ronaldo Simões e Neusa Sorrenti, comandada pelo professor Roginei Paiva.

Neuza comentou sobre a fantasia presente na literatura infantil, não deixando de lado a poesia e sua estética, ressaltando que as próprias crianças têm capacidade de escreverem um bom poema, o que falta é estímulo. Além dos pequenos, os adolescentes também foram lembrados. Para a escritora, “a literatura voltada para o público teen é encomendada, é toda pré-programada, quando o certo seria fazer com que os jovens questionem a vida e formem um senso crítico”.

Para o radialista Luciano Nascimento, que acompanhou o debate, “deveria ter um festival de literatura do mundo, não só em São João del-Rei”. O radialista comentou ainda sobre o modo de como as obras o tocaram: “São livros instigadores que me fizeram chorar e rir também”, diz. Veja abaixo o vídeo com a cobertura completa último dia de evento:

TEXTO/VAN: CÍCERA ROSA E REBECA OLIVEIRA

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