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“Universidade do Forró” aproxima comunidade e estudantes

Projeto de dança sem vínculos com a UFSJ se torna ótima oportunidade para estudantes e são-joanenses que queiram aprender Forró

 

“Se não tem quem faça por você, faça você mesmo.” Essa é a frase que fez com que Marcos Fernando Marques criasse a Universidade do Forró que ensina a dançar o ritmo em encontros todos os domingos, das 17h30 às 20h30, no Campus Dom Bosco da Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ. A iniciativa criou raízes com a chegada do universitário à São João del-Rei para cursar Engenharia Mecânica, em 2013, que logo sentiu falta do forró que dançava em sua cidade, Ipatinga – MG. Sempre procurou pela dança aqui, na cidade, mas o que encontrava não o agradou. Então, Marcos decidiu pôr em prática o que a frase dizia.

 

Resolveu jogar sua ideia no grupo da UFSJ, em uma famosa rede social. Ele afirmou que não esperava que tivesse adesão, mas viu que surgiu um grande número de pessoas interessadas. Algumas delas continuam até hoje no projeto, então Marcos percebeu que seu desejo poderia concretizar-se. Dessa forma, o projeto passou a ganhar corpo, sendo inaugurado no dia 10 de agosto de 2014 tendo exatos 14 alunos, conforme lembra Marques.

 

“Eu gosto muito desse ambiente, é caloroso e faz bem para a alma e te dá uma energia a mais.” Comenta Marcos sobre a grande diferença que o forró faz em sua vida e o quanto satisfaz-se ao ver que seu projeto tem crescido, principalmente neste ano, o que fez com que aumentasse o número de monitores. Ele acrescenta também que tem havido maior demanda, inclusive, de pessoas da comunidade que se juntam aos universitários.

 

Atualmente, os alunos são divididos em duas turmas que possuem, como critério, a habilidade do aluno com a dança. Essas disparidades ocorreram porque os que frequentavam todos os encontros, destoavam dos casuais, daí a necessidade de separação. O grupo intermediário começa as aulas às 17h45, estendendo até às 18h30, com variante entre 15 e 20 alunos. O básico começa às 18h35, prolongando-se até 19h20 e possui em torno de 40 alunos. Entre 19h25 e20h20, é livre, abrindo espaço para dança e também muita conversa.

 

Os professores são os próprios alunos, o projeto não conta com professores de dança especificamente. Esses alunos-professores são aprendizes da iniciativa ou já dançavam antes e se propuseram a ajudar. Dois monitores ministram as aulas e os outros ajudam individualmente. “Um ensina ao outro e tentamos passar para frente o que sabemos” comenta Marcos Fernando.

 

O Campus Dom Bosco foi escolhido por estar no centro de São João del-Rei, o que possibilita que os alunos dos Campus Santo Antônio e Tancredo Neves também possam participar. Marques brinca que há mais alunos dos outros campus do que do próprio Dom Bosco.

 

O forró também propõe  interação entre os participantes. As aulas trabalham mais a técnica, porém, o aquecimento e as danças procuram fazer com que todo mundo dance com todo mundo, sendo o diálogo parte importante nesse processo. Isso permite com que todos se conheçam. Marques comenta que utilizava da dança para quebrar a timidez e isso pode ser útil para outras pessoas que queiram perder um pouco de sua timidez também.

 

O projeto acontece dentro da UFSJ, todavia, não há vínculos maiores entre o forró e a instituição. Marques diz que, para que houvesse algo, seria necessária alguma burocracia. Os monitores do projeto teriam que entregar algo escrito, além de ter o apoio de algum professor que intercedesse pela proposta, nesse sentido. Como informa Marcos Fernando, o único contato que receberam foi da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis-PROAE sobre acolhida dos calouros neste ano.

 

Para se juntar à Universidade do Forró não há necessidade de inscrição prévia e nem mesmo de um par, “basta ter vontade e estar presencialmente no pátio do Dom Bosco” esclarece Marcos. Todos serão recebidos de braços abertos e preparados para ensinar o “forrozin”.

 

Texto/VAN: Felipe Souza

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