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Viajando no tempo

“Eu comecei a trabalhar com fotografia em 1989, 1990. Comecei a fotografar com uma câmera soviética reflex”, relembra Luciano Marcos de Oliveira, fotógrafo há mais de 20 anos. Apaixonado por câmeras fotográficas antigas, sua coleção conta com mais de 40 máquinas. Algumas funcionam até hoje, inclusive uma ou outra ainda está em uso. Soviéticas, francesas, americanas, italianas. O conhecimento mundial da arte de fotografar fica reunido num pequeno e velho vagão de cartas, na Estação Ferroviária de São João del-Rei, local onde Luciano trabalha produzindo fotos de época para turistas. 
Aprendizado 
Com um curso de fotografia por correspondência, o seu aprendizado foi basicamente na prática. “Eu sou muito curioso, estudo muito fotografia, sou autodidata. Tenho livros, coleções sobre fotografia”, explica Luciano. Em 1992, quando ainda estudava na antiga Funrei (hoje Universidade Federal de São João del-Rei), ao pedirem os alunos para indicar livros para comprar para a biblioteca, Luciano indicou o “Tratado de Fotografia”, de Michael Langford, e eles compraram. “Agora que a universidade tem disciplinas de fotografia, com o curso de fotografia, eles devem ter bem mais livros sobre o tema, muito bom”, diz. 
“As primeiras fotos que eu fiz e vendi foi dentro da fábrica em que eu trabalhava como metalúrgico”, recorda Luciano. Depois disso, ele foi trabalhar em laboratório, revelando fotografias em preto e branco, em Tiradentes (MG). “Lá em Tiradentes tem o ‘Traços de Época’, hoje do Cláudio Mesquista. Eu revelava fotos para os antigos donos, e depois fiz o laboratório do Cláudio, que me chamou pra ser sócio da ‘Máquina do Tempo’”, conta. Eles aproveitaram o antigo cenário da ferrovia, e deu muito certo. 
Há oito anos, desde 2004, a Máquina do Tempo existe. “A ideia inicial era ter uma sala com porta pra rua, mas a ferrovia não tinha uma sala disponível, e então sugeriu o vagão”, explica Luciano. Eles pagaram a reforma do vagão, e mensalmente pagam o aluguel. Ele afirma que existem certas vantagens e desvantagens. “No verão é muito quente e o espaço é pequeno. Mas se for olhar pela originalidade do negócio, ficou até mais interessante. É uma pena que não conseguimos atender o público externo”, diz.
VAN/Walquíria Domingues
Foto: Arquivo Pessoal

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